O prémio de jornalismo Maria Barroso vai ser entregue em Castelo Branco. A edição deste ano tem como nomeada a jornalista Aura Miguel.
A cerimónia de entrega do prémio “Maria Barroso - Jornalismo ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento” vai decorrer em Castelo Branco, no próximo dia 18 de outubro. A laureada deste ano é a jornalista Aura Miguel que acompanha a atualidade do Vaticano e as visitas efetuadas pelos últimos três Papas.
O anúncio foi feito esta terça-feira, numa conferência de imprensa realizada na autarquia albicastrense. O prémio é atribuído pela Fundação Pro Dignitate (criada por Maria Barroso, já falecida e que em vida foi esposa do antigo chefe de Estado, Mário Soares).
O programa estende-se ao longo do dia 18 de outubro e começa, às 12H00, com uma eucaristia presidida por D. Américo Aguiar, na Sé de Castelo Branco. Para as 15H00, no Cine Teatro Avenida, está agendado um momento musical com o grupo “Arame Ensemble” e o pré-lançamento do livro “Maria e Sophia, confidências e Desabafos”, da autoria de Rosabela Afonso. Uma obra que será apresentada por Henrique Monteiro e Luísa Mellid-Franco.
Às 16H00, também no Cine Teatro Avenida será entregue o Prémio “Maria Barroso - Jornalismo ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento”. Posteriormente será exibido o documentário “Maria Barroso ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento”.
A sessão prossegue com a realização de uma entrevista a Aura Miguel por José Pedro Frazão, com depoimentos de D. Américo Aguiar e Frei Fernando Ventura. A cerimónia termina com uma sessão de autógrafos com os escritores convidados do evento.
Na conferência de imprensa, o presidente da Câmara, destacou o facto de “Castelo Branco estar associado a grandes eventos nacionais como este”. José Augusto Alves lembrou o papel que Maria Barroso teve na sociedade portuguesa, classificando-a como “uma mulher de causas, anti-fascista, que sempre lutou por melhorar as condições de vida das pessoas”.
O autarca acrescentou que “esta é uma forma de homenagear Maria Barroso”. Na sua intervenção lembrou também o percurso da jornalista Aura Miguel.
Por sua vez Avelina Ferraz, curadora deste prémio, realçou o papel de pedagoga que Maria Barroso teve, classificando-o como uma das mais importantes num período recente. “Este prémio surge porque foram muitos os momentos de conversa com Maria Barroso, que teve sempre uma atenção especial para as questões sociais, não só de Portugal, mas também na lusofonia”.
A também produtora cultural, Avelina Ferraz, salientou “o grande trabalho cultural que tem sido desenvolvido em Castelo Branco”.