Os desafios ambientais são importantes, mas não estão entre as prioridades diárias dos portugueses. Esta é uma das principais conclusões de um estudo que a Fundação Calouste Gulbenkian encomendou à IPSOS Apeme. Os portugueses aceitam a relevância das alterações climáticas, têm a perceção de que se fala mais do que se faz, fazem a sua parte, mas é aquilo que lhes “toca na pele” que está na prioridade das suas preocupações, sobretudo das camadas jovens. Curioso.
O que, verdadeiramente, deixa ansiosos os portugueses é o aumento do custo de vida, o desemprego, os cuidados de saúde, as desigualdades sociais, os impostos, a corrupção…
O estudo confirma-o. Como se fosse preciso? Se calhar, é! E, provavelmente, repeti-lo. Para que quem nos conduz, quem define as políticas de governação e as executa, entenda que, não havendo o modelo perfeito, há que ir de encontro ao que interfere, diretamente, com o bem-estar das pessoas.
Serve a nível nacional, a nível regional e local, agora que caminhamos em direção a mais um escrutínio eleitoral. Estamos em pré-campanha e ideias, excetuando num ou noutro caso – que se saúda -, poucas! São vídeos, conferências, contra conferências, ataques cruzados, obra feita e por fazer… E do essencial, dos temas que impactam verdadeiramente com a vida das pessoas, nada. Ou muito pouco.
O ruído das redes sociais continua a mexer com aqueles que estão na corrida. Como se o passado não tenha “dito” que no momento de colocar a cruz no boletim, as pessoas estão-se borrifando para tricas, “folclore” de circunstância, perfis falsos e coisas do género…