Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, já perdeu a conta à quantidade de edições do Jornalão da Terra que lhe passaram pelas mãos. – “Este número é o quatro mil!”, disse para Godofredo, secretário-geral da BR que em novo ainda dobrou alguns exemplares na antiga Casa junto à Quinta Nova.
- “E aqui, nesta coluna já temos 1300 jornalinhos. E parece que foi ontem. O que vale é que à luz da escrita não envelhecemos e permanecemos ativos, como vozes de consciência na vida do Burgo”, adiantou Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da BR.
- “E quando começámos houve muita gente a fazer pressão para que as nossas conversas não fossem publicadas. A chamada censura saloia, que depressa bateu na trave”, realçou Jeremias, enquanto recordava com saudade “a inspeção às obras do Tólis; a luta pela maternidade do Burgo; a voz determinada contra o encerramento de serviços no Condado; a importância da estrada do 31; as quezílias políticas e muitas histórias que marcaram estes 25 anos”.
- “Por falar em histórias, nunca me esqueço aquela em que Perfeito, antigo presidente do Burgo, disse ao seu motorista para às quatro da madrugada o ir buscar a casa que tinham que estar cedo na Kapital. À hora marcada, pontual e de fato e gravata, o homem que mais vezes conduziu Perfeito lá estava. Só que em vez de irem para a Kapital pararam no Largo de S. João onde se encontrava um camião do lixo com o motor ligado, mas sem os funcionários que estavam numa tasca madrugadora a tomar o merecido pequeno almoço. Nessa altura, Perfeito disse para o seu motorista: agora leva o camião para o estaleiro que eu levo o carro. Depois vamos descansar, que não há nenhuma ida para a Kapital”, recordou Jeremias.
- “Isso foi a propósito dos vizinhos do referido estabelecimento comercial que acordavam todas as noites ao som do motor do camião do lixo. E o assunto ficou resolvido. A partir daí o pequeno almoço passou a ser tomado com a viatura desligada”, acrescentou Godofredo.
- “São estas estórias que mantêm a história do Burgo viva, à luz da consciência de todos nós. Parabéns ao Jornalão da Terra pelas quatro mil edições!”, concluiu Jeremias.
JC