O livro “Receitas das Avós – 2º Volume” e os vinhos premium Quinta do Vale da Carvalhinha foram apresentados, no passado dia 5 de agosto, em Oleiros, na XXI edição da Feira do Pinhal.
A apresentação decorreu no palco raízes
O livro “Receitas das Avós – 2º Volume” e os vinhos premium Quinta do Vale da Carvalhinha foram apresentados, no passado dia 5 de agosto, em Oleiros, na XXI edição da Feira do Pinhal. A sessão juntou a cultura gastronómica das cozinhas das avós que participaram com os seus saberes e sabores na edição do livro coordenado pelo jornalista do Reconquista, João Carrega, e pela professora Florinda Baptista, e a inovação com os vinhos produzidos no Orvalho, numa aposta do médico e cirurgião cardíaco, André de Lima Antunes.
A apresentação, que contou com a presença do presidente da Câmara de Oleiros, Miguel Marques, e do ex-presidente, Fernando Jorge, abriu o terceiro dia da Feira do Pinhal, naquele que é o mais importante certame de atividades económicas do Pinhal Interior, este ano dedicado aos 400 anos da descoberta do Tibete pelo Padre António de Andrade.
“Este é um livro de afetos e de sabores. De afetos porque procura transmitir, de uma forma muito simples e objetiva, o amor recíproco entre avós e netos. De sabores, porque nos apresenta um conjunto de receitas, confecionadas pelas Senhoras que aceitaram o nosso desafio, com as quais os netos (e bisnetos) se identificam. À primeira edição, já esgotada, juntámos agora novas receitas e novas histórias”, explicou João Carrega.
Já Florinda Baptista, num testemunho mais pessoal, transpôs para a cozinha da sua avó as cozinhas de todas as avós: “os sabores sempre fizeram parte da nossa estória pessoal e do nosso património familiar. São os sabores e os cheiros que mais nos fazem recordar a nossa infância. As famílias portuguesas sempre comemoraram e festejaram à volta da mesa. Todos nos lembramos, com saudade e nostalgia, daquele prato especial que a nossa avó fazia especialmente para nós. Num tempo em que o carinho não se mostrava abertamente e os mimos eram dados com parcimónia, sabia que para a minha avó paterna – que até nem era boa cozinheira – a nossa chegada era um dia especial porque se matava o coelho e se fazia ensopado ou se matava a galinha e se confecionava galinha tostada. Ainda hoje, passados tantos anos, recordo a minha avó sempre que me lembro destes pratos e sei que era a sua maneira de ela dizer que gostava de nós”.
E se as receitas abriram o apetite, a apresentação dos vinhos da Quinta do Vale da Carvalhinha, branco e tinto, abriram portas para uma degustação sem pressa. André de Lima Antunes explicou a aposta que está a fazer não só neste setor como no do azeite.
O cirurgião referiu que os vinhos têm 50% de touriga nacional, completados com tinta roriz, jaen e vinhas velhas já existentes na propriedade. Tendo como enólogo José Cláudio Osório, os vinhos podem ser degustados não apenas às refeições principais, como em momentos de convívio, tal como referiu Cristiana Gaspar, também da Quinta do Vale da Carvalhinha.
“Digo muitas vezes que as minhas áreas de interesse são os corações, as bicicletas e o vinho. A cirurgia cardíaca ocupa-me muito tempo (...) os meus avós eram agricultores. Infelizmente já só tenho as minhas avós e não queria perder o interesse pelas minhas raízes. Se não tiver nada que me motive ir ao Orvalho, no futuro deixarei de ir lá. Sempre gostei da área do vinho. Recordo-me que o vinho do meu avô materno era considerado o melhor da aldeia”, justificou ao Reconquista o investimento que está a efetuar naquela freguesia.
Feitas as apresentações, o momento seguinte foi de degustação dos vinhos e de produtos regionais.
OLR/ORV/CZ/50/60.