Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, continua sem perceber muito bem a falta de água nos rios da Área Metropolitana do Burgo e já fez aprovar, em reunião de direção da BR, uma carta às entidades Lusitanas e Castellanas a criticar o sucedido e pedir soluções rápidas. - “Não podíamos ficar indiferentes. Sabemos que os alcaides de Castella e os autarcas da nossa região se reuniram. Mas, nós entendemos que o caso é muito grave e não pode ficar indiferente a ninguém”, justificou Jeremias.
A carta, enviada com aviso de receção, era curta nas palavras, mas objetiva na mensagem. - “Exmos. Senhores, ao longo dos anos, muitas guerras foram travadas pela água e pelo seu controlo. Ardilosamente, as autoridades castellanas dizem cumprir o tratado de transvazes, mas na prática mataram os rios do lado lusitano. Abriram a torneira de um lado e fecharam-na no outro. Bem dividida, a água chega para todos, o que sempre aconteceu, como no ano passado em que também houve seca e nunca nos secaram os rios. Agora decidiram o contrário. Adotaram um ato criminoso que, nós Brigada do Reumático, condenamos e iremos levar às instâncias internacionais caso os caudais não sejam repostos”, revela a missiva enviada ao país vizinho.
Godofredo bateu a dita ao computador e não acredita muito na boa vontade castellana. -“Eles estão pouco preocupados e na Kapital lusitana também ninguém se chateia. Mas, quando faltar a água na barragem do Bode que lhes abastece as torneiras, aí é que a situação sai em todas as televisões e jornais. Vai ser o ai Jesus! Agora ninguém liga, é aqui no interior. E nós sabemos como a malta das capitais olha para os interiores”, disse.
- “É só conversa e pouco mais”, retorquiu Evaristo, outro dos subscritores da carta, para quem “o Burgo deve unir-se em terno de um problema sério e deve exigir às entidades responsabilidades a quem de direito. Tanto se protesta na Villa por tudo e por nada e agora parece que anda tudo calado. Não conseguimos perceber…”, concluiu o presidente do Conselho Fiscal da BR.
JC