Sabiam que os burguenses têm um ADN topo de gama?”. A pergunta de Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, não tinha um destinatário concreto. Era uma maneira de iniciar a conversa sobre o emprego na Villa e aquilo que os empresários acham dos seus funcionários.
-”Têm um quê?”, questionou Adruzildo, 80 anos a caminhar para os 81, que não percebeu patavina do que Jeremias dissera, ao balcão do café Beiral.
-”Um ADN!”, respondeu de novo Jeremias, esclarecendo tratar-se de um código genético que demonstra aquilo que somos.
-”É aquilo que as polícias investigam para saber quem cometeu os crimes”, acrescentou Juvenal, já com 82 feitos, mas sempre em cima da atualidade nacional, via canal da criminologia.
-”Ah então é isso!”, respondeu Adruzildo, que ficou na mesma quando iniciou a conversa. -”Então e isso é bom ou é mau?”, interpelou de novo.
-”É bom, pelo menos quem dá emprego à malta diz que ela trabalha bem e é produtiva. Logo é uma mais valia que o Burgo tem, para poder captar novas empresas e assim criar mais postos de trabalho”, esclareceu Godofredo, secretário geral da BR, que nesta matéria destacou ainda o ADN do Condado do Burgo, que tem “criado condições para a vinda de mais e melhores empresas”.
-”Já percebi”, disse Adruzildo, “é tudo uma questão de ADN, mas também do resto”.
-”Isso mesmo amigo Adruzildo, e o resto também é importante”, concluiu Jeremias, enquanto pedia uma abaladiça com direito a tremoços, daqueles que têm um ADN puro e cristalino...
JC