Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, ficou atónito com as declarações do Ministro das Causas Ambientais que afirmou, categoricamente, em direto que não faltava água no Rio Tajo. O responsável máximo pela BR ouvira as declarações do governante lusitano quando se deslocava para o Festival da Azeitona em Pica do Tajo, onde o rio quase deixou de correr.
- “O homem deve ter assessores que só conhecem a Kapital e nem sabem os locais por onde passa a água”, argumentou o presidente da Brigada que, dias depois, ficou mais sossegado com o recuo do Ministro. - “Afinal lá percebeu que aqui nos faltou mesmo a dita e que estava mal informado”, acrescentou.
- “Bastava ter visto as fotografias que foram publicadas”, referia Godofredo, secretário geral da BR, que com Jeremias e Evaristo (presidente do Conselho Fiscal da BR), foi degustar um bucho de ossos na dita aldeia.
- “Isto está mesmo bom. São estas coisas que faltam a muitos dos nossos governantes. Se aqui viessem provar estas comezainas e tivessem há uns meses feito um passeio de barco no rio Tajo, ficariam a saber que o bucho continua bom, mas que o rio não tem água nem para navegar nem para a apanha dos lagostins. Uma vergonha”, retorquiu Evaristo.
- “…mas lá percebeu que tinha feito asneira e anunciou que só com a barragem do Aflito é que não ficaríamos dependentes de Castella”, disse Jeremias.
- “Foi tipo um calmante para sossegar as nossas gentes. Esperemos que não se fique pelas intenções e que as coisas avancem, pois com tanto paleio vindo da Kapital, já se tinham construído não sei quantas barragens”, concluiu Godofredo, enquanto para terminar a refeição pediu umas papas de carolo e uma aguardente medronheira, remédio caseiro contra a má disposição…
JC