Josefina, emigrante em terras gaulesas vai para 30 anos, enviou um email ao primo Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, indignada pela anulação do seu voto para as eleições da Nação Lusitana. - “Queriam que enviássemos a fotocópia do nosso cartão de cidadão. Mas a lei não o permite e além do mais há a questão da proteção de dados. É uma vergonha!”, escreveu, indignada.
Tal como Josefina muitos outros burguenses emigrados estão incomodados com a situação. - “É algo que ninguém estava à espera, mas temos que compreender a posição do Tribunal. Se houve irregularidades, elas devem ser corrigidas”, disse Godofredo, secretário geral da BR, que na manhã de quarta-feira discutia algumas das questões que afetam o Condado, com Jeremias e Evaristo (presidente do Conselho Fiscal da Brigada).
- “Lá isso é verdade”, contrapôs Evaristo, para quem “a legalidade deve estar acima de tudo. Seja nestas ou noutras eleições, mesmo que de instituições”.
- “E às vezes é difícil perceber isso”, retorquiu Jeremias, ciente da importância da democracia na Nação Lusitana e nas entidades que dela fazem parte. - “Por vezes dá a sensação que já vale tudo”, acrescentou.
- “Se o assunto não fosse sério, até parecia que estávamos perante um momento carnavalesco”, atirou Godofredo que recebeu da sua neta Maria um desafio para a construção de um cabeçudo. - “Ao que parece o Condado lançou o desafio às escolas para construírem os ditos e a minha mais pequena, acreditando na minha criatividade, pediu-me ajuda”, justificou.
- “Então e que cabeçudo vais tu fazer?”, questionou Jeremias.
- “Vai ser um cabeçudo com sentido de humor, com a cabeça no lugar e a coluna vertebral bem direita... ou seja vai ser um cabeçudo normal no meio dos bonecos”, esclareceu Godofredo.
- “...ou será um cabeçudo raro no meio dos humanos?”, concluiu Evaristo, já pronto para brincar ao Carnaval.
JC