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Retratos: Café

JC - 31/08/2023 - 8:02

 

Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, está intrigado com a burocracia que grassa no Burgo. - “Nunca se viu nada assim”, disse durante o tradicional café da manhã, numa das esplanadas das Dokas.

- “Sempre pensei que este café já fosse no Parque do ValeTalvão”, referia Godofredo, secretário-geral da BR, que desta vez acompanhou a bica com um pastel de nata.

- “Ao que parece colocaram um preço tão alto e tantas imposições que o Condado ficou com o concurso vazio. Nem uma proposta!”, esclareceu Evaristo, presidente do Conselho Fiscal, para quem além do elevado preço, os requisitos eram tantos que ninguém se quis habilitar a tamanha burocracia.

- “Ainda por cima impuseram regras ao minuto. No outono e no inverno, o horário de funcionamento é das 14 às 18 horas. Ou seja, nem uma sopinha pode se pode vender à hora de almoço. Na primavera, só pode estar aberto entre as 9 e as 19 horas, evitando assim que a malta que gosta de beber um copo e comer uns caracóis ao final da tarde, o possa fazer ali. E no verão, imagina-se, abre às 8 e fecha às 23 horas, incentivando um regresso a casa a horas decentes, a todos os possam estar na esplanada à noite”, acrescentou Jeremias.

- “É aquilo a que se chama mandar nos negócios dos outros com uma inteligência acima da média”, esclareceu Evaristo.

- “O problema é que esses tiques do Condado em querer controlar o funcionamento do setor privado se estendem a outras áreas”, sublinhou Godofredo.

- “É o chamado provincianismo bacoco, social e prepotente”, reforçou Evaristo.

- “Um problema grave que está assente na inveja e na teoria do poder da estrutura”, frisou Jeremias, que antes do concurso ainda pensou poder candidatar a Brigada do Reumático a explorar o dito café.

- “Poderíamos ter ali um espaço de restauração único na Villa, mas os legisladores do Burgo propuseram um café ao preço da Kapital e com horários tão bons como os do pouca terra… ”, concluiu o secretário-geral da BR.

JC

COMENTÁRIOS

Pires
à muito tempo atrás
Quase parece um situação da minha aldeia. Tinhamos tudo e agora nem água. As associações são vergonhosas e mandam embora quem estava bem e de bom trabalho. Até o conscurso é mentiroso. Rais partam estes bandalhos.