Jeremias aderiu às redes sociais vai para dois anos, tem 700 amigos, tantos que nunca pensou ter em toda a sua vida, mas está aquém de muitos camaradas e companheiros da BR.
Com efeito, o presidente da Brigada do Reumático não aceita convites de amizade de falsas pessoas. – “Ainda esta semana recebi um pedido de amizade do castelo. E pensei cá para comigo, se aceito o castelo, qualquer dia tenho que aceitar o cavalo e os jericos que normalmente acompanham a maledicência sob o anonimato. Sim, porque isto de dizer mal de tudo e mais alguma coisa, atrás de perfis falsos e não identificáveis é de uma cobardia atroz”, referia Jeremias, na esplanada do Café Beiral.
- “Mas isso é que o mais existe. Então quando a política lhes sobe à cabeça, aquilo fica pior que a violência doméstica, ou lá como é que se diz, onde se bate, mas depois ninguém bateu e ninguém sabe como foi, aliás não foi ninguém…”, retorquiu Godofredo, secretário geral da BR, que não se revê nesses comportamentos, sobretudo na calúnia e na insinuação.
- “Vê lá tu que ainda esta semana vi um ataque anónimo de cotovelite aguda a quem muito fez no condado”, referia Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da Brigada do Reumático.
- “E depois há aquela malta nova, que nada conhece da história, mas que aconselhada pelos seniores, levam a sua irreverência à ofensa e à mentira, como se a vida dependesse de tudo isso, como se o ódio levasse a alguma situação positiva”, acrescentava Jeremias.
- “E propostas?”, perguntou Godofredo.
- “Propostas?!!!”, retorquiu Jeremias.
- “Propostas... propostas só se for mais um pires de caracóis e umas cervejinhas fresquinhas!, que o anonimato, a maledicência e a injúria não têm essa capacidade”, respondeu Evaristo, enquanto rejeitava mais um «amigo» que não existia…