No Burgo o tema em torno do Anuário Financeiro dos Condados Lusitanos tem dado pano para mangas nas conversas de café, de algibeira e de comités políticos. - “Só os elevadores ficaram de fora desses diálogos económicos, pois o tempo quente e agora a chuva tomaram o espaço temporal da descida e subida do ascensor”, referia Jeremias, presidente da Brigada do Reumático.
- “Longe vão os tempos em que fomos o melhor de todos os condados lusitanos”, afirmava Godofredo, que recorda, com saudade, a celeridade de processos na resolução dos problemas das pessoas e do Burgo.
- “Também não estamos assim tão mal”, retorquiu Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da BR, enquanto bebia o café da manhã na esplanada do Beiral, antes da chuva ter abraçado a Villa.
- “Segundo o Infinito, isto não está mal, está péssimo”, retorquiu Godofredo.
- “Sim, mas para o Roseiral o Burgo continua a ser um dos melhores Condados da Nação”, prosseguiu Evaristo, que da sua experiência de gestor, nestes estudos há sempre conteúdos bons e outros menos bons. Cada um lê e apresenta o que mais lhe convém”.
- “Nesse aspeto concordo contigo. Vê lá tu que vieram a criticar a obra realizada na avenida do Dia do Trabalhador. E aquilo foi uma obra de encher o olho. Esteve mesmo muito bem sinalizada, com sinais e mais sinais, para que a intervenção naquele metro quadrado fosse célere”, disse Jeremias.
- “E foi tão rápida que nem se deu por ela!”, esclareceu Evaristo, satisfeito com a rapidez de execução, caso raro e que o presidente do Conselho Fiscal da BR espera ver repetido noutras obras e nos procedimentos.
- “Tudo tem o seu tempo”, argumentou Godofredo.
- “Até há aquele ditado: é tempo dele!”, respondeu Jeremias.
- “O problema é que o tempo não está para brincadeiras. E como um dos melhores dizia, ou surge no Burgo um golpe de asa, ou as contas e continhas vão ser um assunto menor entre outros mais importantes…
JC