- “A ironia da vida tem lá coisas”. As palavras, com sentido prático de quem já virou muito frango durante uma profissão exigente como a de fiscal de obras e conceitos, foram proferidas por Jeremias, presidente da Brigada do Reumático.
O líder da BR falava nas Dokas, depois de uma subida no balão de ar quente.
- “E se eu me lembro disso!”, referia Godofredo, secretário geral da BR. - “Então na altura das eleições essa tua postura era bem evidente, respeitando todos, nunca troçando de quem quer que fosse sobre boatos anónimos”, acrescentou.
- “Outros tempos, que a irreverência e a falta de ideias moldaram os novos candidatos a protagonistas políticos (e ex-futuros-candidatos). Chegámos ao ponto de, por um lado, difamarem a comunicação social e por outro enviarem convites a esses mesmos difamados para irem a conferências de imprensa, para que essa malta filha de uma mãe e de um pai que escreve para a imprensa e fala nas rádios, possa transmitir as ideias que os seus partidos defendem”, explicou Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da BR.
- “Pior do que isso, agem com uma naturalidade atroz, como se essa fosse a regra”, retorquiu Godofredo.
- “E no meio desta comédia política, ainda há aqueles candidatos que, não se ficando pela difamação feita por terceiros mais jovens (tentando preservar a sua personagem), avançam com ameaças diretas, na esperança de condicionar o que quer que seja”, disse Jeremias.
- “São os chamados falinhas mansas. Mas é bom que percebam que por cá ninguém cede à ameaça, nem liga à chacota e que o povo quer é propostas e não, como diz o grande cantautor lusitano, esta coboiada...”, concluiu Evaristo, pedindo a abaladiça com uns camarões do campo e deixando um convite para uma campanha séria...
JC