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Retratos: Do madeiro ao bacalhau

JC - 02/01/2020 - 9:47

No Burgo os madeiros de Natal foram reis na noite da missa do galo. A tradição interrompeu por momentos as tricas políticas, com brindes e votos de boas festas entre todos porque, já dizia o avô de Jeremias, “não há nada que o madeiro de Natal não trate”. E para cumprir a tradição, o presidente da Brigada do Reumático marcou presença junto à Sé do Burgo, onde dias mais tarde o madeiro foi reposto.
- “Desta vez a lenha estava seca e aquilo ardeu bem. Tão bem que o madeiro teve que ser reposto, ali e noutras zonas da Villa, para que a corrida de atletismo por lá passasse com o lume a arder”, justificava o presidente da BR, que ainda esteve tentado a participar na categoria de veteranos. - “Fica para o ano, desta vez fiquei como aguadeiro, ou melhor dizendo como «jeropizeiro» que a garrafa tinha era jeropiga para os amigos”, argumentou.
- “Ainda houve quem temesse pela falta de madeiros na corrida dos ditos”, referiu Godofredo, secretário geral da BR, que com Jeremias e Evaristo (o etereno presidente do Conselho Fiscal), faziam a lista para a festa caseira de passagem de ano. - “A acontecer, seria mau para a dita prova que, mais uma vez, foi um sucesso garantindo um bacalhau dos grandes, seco e pronto a demolhar, para o atleta que passou um primeiro lugar junto à sede do regedor da Villa”, acrescentou.
- “Então e para a passagem de ano, o que é que falta?”, questionou Evaristo. - “Saúde e sorte”, respondeu Jeremias que “antevê um ano de 2020 difícil, com riscos de falta de água no verão e excessos da dita no inverno. Mas, como dizia Primeiro, hoje responsável máximo da Nações Unidas e Desunidas, é a vida!...”. 
A todos votos de bons retratos e um ótimo ano novo.

JC

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