Becas, neto do presidente da Brigada do Reumático, regressa esta semana à escola para mais um ano letivo, que está a deixar Jeremias muito apreensivo. O responsável máximo da BR continua sem perceber muito bem o conceito de distanciamento. - “Por um lado dizem-nos que temos que estar a pelo menos dois metros uns dos outros, por outro nas salas de aula, não há essa separação”, disse para Godofredo, o secretário geral da Brigada.
- “O importante é que todos utilizem as mascarilhas de forma correta e que cumpram as regras. Por exemplo, as idas à casa de banho deixam de ser feitas nos intervalos para evitar aglomerações, e os intervalos vão ser passados dentro da sala de aula”, explicou Godofredo para quem “vão haver sempre aqueles que passam mais tempo na casa de banho do que na sala a ouvir as explicações do professor”.
- “Se for assim, também não chateiam quem quer aprender!”, disse Jeremias, com pouca paciência para o “chico espertismo”.
- “Então e os livros?”, perguntou Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da Brigada do Reumático.
- “Então os livros, à semelhança de anos anteriores, serão gratuitos. E olha que é uma grande poupança para as famílias!”, esclareceu Jeremias, que lamentou o facto de haver atrasos nas entregas. - “Isto da pandemia deixou as editoras com os manuais esgotados. Tiveram que fazer mais, pois os alunos necessitam dos livros do ano anterior para reverem matérias”.
- “O importante é que alunos, professores e funcionários sejam responsáveis e que se protejam, pois o vírus corona está a ganhar força…”, contrapôs Godofredo, preocupado com o aumento dos casos.
- “Isso sim é um problema. Deus queira que não voltemos ao confinamento obrigatório, que a cabeça começa a ficar cansada de tanto incumprimento…”, concluiu Jeremias que decidiu manter as reuniões com os associados da BR pela internet…
JC