Becas, neto mais velho de Jeremias, já anda na escola dos grandes, naquela que dá canudos e forma doutores e engenheiros. -“Na último semestre foi tudo feito pelo computador, mas agora vamos para as salas de aula. E já temos saudades!”, referia para o presidente da Brigada do Reumático, enquanto colocava a máscara protetora na face.
-“Então mas na rua também usas?”, perguntou Jeremias, com a ideia de que se o seu neto usa, é porque se deve usar, afinal os netos de agora sabem tudo e andam bem informados.
-“Claro que sim e o avô também deve usar. Se todos utilizarmos a máscara não há vírus que nos ganhe. Agora se andarmos com a dita no bolso ou no queixo, não vamos a lado nenhum. Isto é uma questão de hábito, de saúde e até de moda”, retorquiu Becas, que na faculdade também não a dispensa.
-“Olha vou fazer o mesmo!”, afiançou Jeremias, que estava convencido que isso de usar máscara nas ruas não importava.
-“É assim, se for para as ruas movimentadas, para os mercados ou para outros espaços em que esteja muita gente, não custa nada andar com a máscara posta. Se for à sua horta, já não é necessário esse cuidado”, esclareceu Becas, que depois de cursar engenharia está a gora no último ano de medicina.
-“Pois se tu o dizes, assim o farei”, garantiu o líder da BR ainda confuso com uns cartazes que foram postos nas escolas do Burgo. -“Olha e que tal fazeres uma sessão de esclarecimento para os nossos associados?”, perguntou.
-“Vamos fazer mas através da internet. Temos todos que nos proteger e mais os sócios da Brigada do Reumático”, respondeu Becas.
-“Então está combinado e quem não tiver computador pode ir à sede da BR e vê no ecrã que lá colocaremos. Mas só entra quem levar a máscara pronta e lavar muito bem as mãozinhas”, concluiu Jeremias também ele ansioso para o início das atividades na universidade dos maiores…
JC