Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, ainda não conseguiu perceber a maldade que os responsáveis da Volta em Kinga à Nação Lusitana fizeram ao Burgo. - “Quando o país estava em crise o Burgo esteve sempre a investir em ter na Villa uma partida ou uma chegada e até tivemos um final da Volta. Agora, que já há dinheirinho, vêm com a conversa da etapa solidária e que por isso o Burgo fica sem Volta. Isso é uma ingratidão de todo o tamanho!”, disse, ainda na praia da Bieira, entre um tremoço bem adoçado e uma imperial fresquinha.
- “Mas este ano o Burgo não tem Volta?”, questionou Adalberto, 65 anos feitos e criados no bairro do castelo.
- “Este ano não temos Volta. E não foi por uma questão de dinheiro ou de falta de empenho do presidente do Burgo. Argumentaram que tinham que ir fazer uma etapa solidária e levaram-na mais para norte, como se aqui também não tivessem ardido coisas. A questão é que quando os outros condados não tinham verba andaram no Burgo, e agora dizem que têm que distribuir as etapas de uma forma mais equitativa. E isto é muito injusto para os burguenses que já sentiam a Volta como sendo sua!”, esclareceu Godofredo, secretário geral da BR, que no sábado à tarde foi ter com Jeremias à praia.
- “E o Burgo esteve disponível para pagar o que fosse preciso. Nem quiseram negociar, afirmando que este ano não poderia ser. Uma vergonha, é o que é. E depois têm o descaramento de dizer que até vão fazer uma etapa solidária. Então essa etapa que partisse do Burgo!!!”, retorquiu Jeremias.
- “E o pior de tudo é que não vão haver brindes, nem transmissões na TV, nem outras coisas que tais”, acrescentou Adalberto, com a camisola que ganhou no ano passado nas Dokas, solicitando a presença de Gervásio, vendedor ambulante de gelados, para escolher entre um de fruta ou um de chocolate...