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Retratos: Furacão

JC - 29/03/2018 - 10:05

No Burgo, a Brigada do Reumático realizou um debate interno sobre a importância das chamadas incubadoras de firmas ou de ideias inovadoras (ou que mesmo não sendo, passam por ser). Jeremias, presidente da BR, destacou o esforço que o “Burgo está a realizar nesta matéria, o que tem permitido o aparecimento e o apoio a projetos inovadores, alguns dos quais com destaque internacional, mas também a outros que já existem no mercado e que pouco acrescentam”.
- “No meu tempo, não havia nada disso. Nem casa para nos acolher, nem o resto”, referia, ao fundo da sala, Josefino, empresário vai para quatro décadas, que emprega uma dezena de colaboradores e que vê com bons olhos o aparecimento de novas ideias e empresas. - “Tudo isto é muito bom, faz-nos crescer a todos”, justificou, para depois acrescentar: “não podem é haver interferências no mercado, nem permitir que os apoios de uns se transformem em dificuldades de outros”.
- “Também concordo”, disse Juvenal, adepto confesso do Laranjal, empresário, para quem ser-se “inovador não é copiar, nem fazer mais do mesmo, e depois ser-se apresentado e apoiado como uma grande estratégia de inovação”.
À discussão juntou-se também Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da BR, para quem o bom senso irá “imperar, pois todos somos poucos”.
A conversa durou cerca de hora e meia, e acabou por ser inconclusiva. Mas numa coisa todos estiveram de acordo: há medidas transversais e que podem ser benéficas para todos. Jeremias deu como exemplo o fim das portagens na autoestrada do Burgo, as mais caras do velho continente, e ainda por cima numa via que cada vez está mais danificada. - “Além disso”, acrescentou, “são importantes incentivos fiscais para as nossas empresas e mostrar a quem está lá na Kapital que aqui não há só fogos no verão nem só frio no inverno e na primavera. Que aqui há bons projetos e que até cá vão testar um satélite lusitano, numa clara demonstração que por cá também se inova”.
O debate, como todas as iniciativas da Brigada do Reumático, terminou com o anúncio do estado do tempo para semana seguinte. -”Diz que vem aí tempestade Irene, o que é uma sorte, pois se fosse o furacão Jeremias, nem queiram saber...”, concluiu Godofredo, secretário geral da BR.

JC

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