Jeremias, presidente da Brigada do Reumático ficou satisfeito por ver mantidas as feirinhas e mercados no Burgo. -“A minha Josefina sente-se melhor a comprar as hortaliças e a fruta na praça, ao ar livre, do que em espaços fechados. E já me tinha dito, se queres frescos vais comprá-los tu, que eu cá não vou a essas superfícies onde circulam centenas e centenas de pessoas por dia”, referia o líder da BR.
-“Pois cá em casa já tínhamos delineado um plano B. Como havia a dúvida se poderíamos ir à praça, trouxemos a praça até nós e telefonámos à D. Mariana, que tem os melhores hortícolas da região, para nos trazer cá a casa a encomenda”, disse Godofredo, secretário geral da BR. -“Foram dois molhos de hortaliças, outros tantos de nabiças e uma sacada de maçãs”, acrescentou
-“Assim é mais justo e todos podemos escolher. Quem quer ir a um lado vai, quem quer ir a outro vai também”, retorquiu Evaristo, o presidente do Conselho Fiscal da Brigada do Reumático que se juntou à conversa de videoconferência na manhã de segunda-feira.
-“Isto do Covídeo é um problema. É o ‘Cóvidizer’ a alertar e assustar o pessoal, e a maledicência humana, onde se aponta o dedo a quem teve o azar de se ‘covidar’, como se ficássemos doentes de propósito”, disse Jeremias.
-“A questão é que cada vez há mais pessoas infetadas. E temos que ter cuidado. Agora vai tudo para teletrabalho, com a ameaça de isto voltar ao confinamento geral obrigatório, como aconteceu em março”, esclareceu Evaristo.
-“Se isso acontecer vamos ter problemas sociais muito sérios, com desemprego e muita fome. Tanta, que nem as hortaliças e as nabiças da D. Mariana e das suas camaradas de horta serão suficientes…”, concluiu Godofredo, enquanto sublinhava a importância de todos cumprirem o distanciamento social, de usarem máscara e de lavarem muito bem as manápulas para evitarem males maiores…
JC