Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, mostrou-se satisfeito com o Plano para a Igualdade de Homens e Mulheres do Condado do Burgo. – “Era isto que fazia falta. Na nossa agremiação sempre tivemos o cuidado de respeitar a paridade entre senhoras e cavalheiros. As presidências são masculinas, mas as vice são femininas”, justificou.
- “Isso e tudo o resto. Aqui nunca foi proibido dizer as etnias, as crenças ou religiões. Com a mesma frontalidade que recebemos todos, também descrevemos a realidade. Não andamos cá em rodinhas das palavras. O que é, é e ponto final”, acrescentou Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da Brigada.
- “Ao que parece aquela imprensa de abril agora foi consumida pelo bem parecer, sobretudo no que respeita às notícias de polícia. Aí, são proibidas palavras identificadoras de raça, etnia ou cor da pele. Até a agência de notícias da Nação Lusitana as proíbe”, criticou Godofredo, secretário geral da BR.
- “Isso só não acontece quando surgem as notícias do coração e da amizade. Aí já se pode falar e escrever, até entrevistar. Quanto ao resto impera a lei da rolha. Mas bem vistas as coisas, essa política reflete a igualdade e a não discriminação. Como dizia a velha máxima, todos diferentes todos iguais”, tentou esclarecer Jeremias, numa conversa a que também foram chamadas Josefina e Minervina, as vice da direção e do Conselho Fiscal da Brigada.
- “O problema é que uns são mais iguais que outros numas situações, e outros são mais diferentes noutras. Daí a importância do Plano!”, retorquiu Josefina, que ainda é do tempo em que as damas não podiam ter uma conta bancária, nem exercer algumas profissões sem autorização superior.
- “Hoje tudo está diferente para melhor em matéria de igualdade”, concluiu Minervina, ciente de que no que respeita à discriminação, “muito ainda há fazer, para um lado e para o outro, que os excessos provocam atrofias e retrocessos”…
JC