eremias, presidente da Brigada do Reumático, está expectante quanto às medidas que o governo do Roseiral vai tomar para com o interior da Nação Lusitana. O responsável máximo pela BR, já leu umas coisitas na imprensa, ouviu com os ouvidos bem asseados, o que saiu na telefonia, e viu, com os óculos de ver ao perto e ao longe, o que a televisão mostrou.
-”Agora parece que as empresas que vierem da Kapital ou de zonas junto à praia, não vão pagar impostos”, começou por referir Jeremias, um pouco confuso com a medida. -”Então quem nunca investiu na nossa terra, vem para cá e não paga impostos. E quem cá está a sofrer as agruras do dia a dia, a pagar as portagens mais caras do velho continente, a lutar com armas desiguais com quem com elas compete, a pagar ordenados e a criar postos de trabalho, vai continuar a pagar?”, questionou o presidente da Brigada.
-”Temos que ser uns para os outros”, disse Godofredo, como que a ironizar uma medida que traz de um lado para tirar do outro.
-”Isto vai fazer com que, à cabeça, nos seus orçamentos as empresas que vêm de fora possam apresentar descontos comerciais de mais de 20 por cento. Ou numa outra perspetiva que ganhem mais 20 por cento do que as empresas que cá estão”, acrescentou Evaristo, do Conselho Fiscal da Brigada do Reumático.
-”Mas sempre é bom virem empresas novas. E se vierem do litoral e tiverem tratamentos diferenciados tanto melhor. As de cá já aguentaram tanto, que certamente que vão aguentar mais esta luta desigual. Se não aguentarem, também não faz mal que as novas absorvem os funcionários das velhas. É tudo uma questão de justiça social e de solidariedade para com o interior da Nação Lusitana”, disse Godofredo.
.-”E mais os desempregados de fora, que arranjarem emprego por cá, também recebem um subsídiozinho por virem povoar o interior da Nação Lusitana. Os que cá estão não precisam de nenhum incentivo extra”, acrescentou jeremias.
-”Então se já cá estão, já não vêm”, esclareceu Evaristo, enquanto tentava perceber o fundo da questão...