Este site utiliza cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Saiba mais

Retratos: Jardim

JC - 22/02/2019 - 9:57

Líder, presidente dos burguenses, tem agora um espaço infantil com o seu nome. Na inauguração da remodelação de um dos infantários da Grande Casa das Misericórdias, veio a surpresa. - “Eu cá acho muito bem”, argumentava, Adozilda, 79 anos, avó de duas das crianças que naquela tarde brincaram a bom brincar no novo espaço. - “Isto é uma alegria para os meus netinhos”, reforçou a senhora que toda a vida viveu no Burgo e que hoje vê com orgulho a possibilidade dos seus netos irem ao jardim escola.
- “No tempo dos meus filhos isso era só para gente endinheirada”, referia Ludovina, enquanto ouvia Aduzilda e o discurso de Líder. Ela que já vai no seu quarto neto a frequentar os jardins da Grande Casa das Misericórdias. 
- “Lá isso é bem verdade e no nosso tempo nem jardins escolas havia. Olha íamos para o parque do Burgo a fazer das nossas, quando tínhamos um bocadinho livre que a aprendizagem de uma arte começava ainda éramos nós crianças”, justificava Adalberto, 80 anos, que bem se recorda do “Ti João” que o obrigava a correr depois de identificadas as patifarias.
A conversa prosseguiu numa tarde solarenga, onde Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, também recordou os seus tempos infância. - “Não havia cá parques infantis destes. E no que existia tínhamos que pagar. O que vale é que a Dona Maria nos deixava andar nos cavalinhos quando não havia muito público”, disse o responsável da BR que sempre que pode leva os netos ao Parque do Burgo, o qual nem sempre é bem tratado por quem o visita.
- “Agora é uma maravilha. O parque infantil tem entrada livre e todos têm a possibilidade de brincar. Pena é que por vezes andem por lá cães e donos à solta, ou que a zona das brincadeiras seja transformada em espaço para piqueniques. É que as regras são para serem cumpridas e nos loureiros até há mesas para as comezainas, independentemente das tradições, raças e credos de cada um”, concluiu Godofredo, secretário-geral da BR, enquanto brindava aos mais de 500 anos da Grande Casa das Misericórdias.

JC

COMENTÁRIOS