Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, ficou eufórico com a passagem da Vuelta Castelhana pelo Burgo e tem já preparada uma proposta para organização do evento. - “Gostava muito de, durante a manhã desse dia, poder realizar uma prova dedicada a todos os reumáticos lusitanos e castelhanos. Seria um forma de exercitarmos o físico e confraternizarmos uns com os outros”, disse o líder da BR, depois de ouvir a notícia na TVC - Televisão de Castella.
- “Ainda fui ver se por lá era o dia das mentiras, mas era um dia como todos os outros”, referiu Godofredo, secretário-geral da BR, enquanto recordava os tempos em que ia para a escola de bicicleta.
- “Era um luxo na altura. Agora é tudo mais fácil e o Burgo até ajuda ao pagamento das kingas para os burguenses que queiram pedalar”, acrescentou Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da Brigada.
- “Esperemos que o Condado não faça o habitual: investe muito dinheiro em eventos, mas depois não os publicita devidamente com o argumento que não há guito para os anunciar na comunicação social”, prosseguiu Jeremias, que não compreende essa política.
- “A Volta à Nação Lusitana não teve qualquer promoção por parte do Condado, o que foi lamentável. Isto para não falar na feira dos Ilustres Cavaleiros Templários do último fim-de-semana que não foi promovida como era exigido. Mas poderia referir também a feira cultural, a semana da malta fixe, dos festivais, etc”, criticou Godofredo.
A conversa prosseguia numa das esplanadas das Dokas. - “Pois eu nem sabia que tinha sido inaugurada uma exposição nova no Grande Centro Cultural e Contemporâneo do Burgo. Não vi informação em lado nenhum lado. E eu que gosto tanto de ir às inaugurações… mas se calhar agora são momentos privados…”, lamentou Josefina, 75 anos e aluna da Universidade dos Mais Crescidos.
- “Sim mas para a Vuelta vai tudo ser diferente”, considerou Jeremias.
- “Pois vai… é como diz aquele ditado castelhano: no creo en las brujas, pelo que las hay las hay”…, concluiu Evaristo.
JC