Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, mostrou-se preocupado com a aposta que alguns cidadãos que gostam de pescar em águas calmas e zonas bonitas estão a fazer no Pequeno-Grande Lago do Burgo.
- “Aquilo já parece uma produção de aquacultura, tal é a quantidade de peixes que ali se reproduziram”, disse o líder da BR, que na sua construção acompanhou de perto as obras daquele espelho de água localizado na zona de lazer.
- “Ficou bem claro que não podiam ali ser deitadas espécies piscícolas, fossem bordalos, carpas, achegas ou siluros”, recordou Godofredo, sectário-geral da BR.
- “Pois, até porque os siluros não cabiam lá”, reforçou Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da BR.
- “A questão não é essa. O Pequeno-Grande Lago só tem um metro de meio de profundidade e recebe águas da piscina-praia, com cloro e outras coisas que tais. Logo os peixes não sobreviveriam”, esclareceu Jeremias.
- “Queres ver que a culpa é dos pescadores!”, atirou Ernestino, o homem das sete canas e um barco, vencedor de muitos concursos de pesca.
- “Não, os pescadores até fazem um favor aos peixes, pois vão lá pescar. Assim em vez de acabarem a boiar de barriga para cima, terminam numa boa miga beirã com sabor a lodo”, ironizou Evaristo.
- “Nós só pescamos o que a mãe natureza nos dá. E ali dá-nos peixes. Vai-se lá saber como é que eles, ou os seus ascendentes diretos, lá foram parar”, disse Ernestino.
- “Essa é que é a questão. Em todo o perímetro estão sinais a informar que ali a pesca é proibida e que não se devem deitar peixes à água”, insistiu Jeremias.
- “Então deitavam-se os peixes ao vinho!?”, questionou Ernestino. - “Haja paciência!”, prosseguiu, enquanto mostrava aos camaradas da esplanada do café Beiral, o peixe que tinha apanhado no rio Tonsul.
- “Mas isso não é uma dourada do Mar?”, perguntou Godofredo.
- “Veio rio abaixo, tal como os peixes foram parar o Pequeno-Grande Lago”, conclui Ernestino.