Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, ainda está incrédulo com o documento que leu do Conselho Lusitano de Eleições, onde são proibidas as divulgações sobre os aspetos da vida quotidiana dos condados. - “Isto é aquilo a que se chama Lei da Rolha, nunca antes visto num estado democrático”, referia, ainda confuso com tamanha diligência de quem quer ser mais rigoroso que a própria lei.
- “Ao que parece os autarcas não podem falar de nada. Nem bom dia podem dizer, não vá alguém afirmar que a saudação foi sempre uma promessa eleitoral e que isso é condenável”, ironizou Godofredo, secretário geral da Brigada do Reumático, que continua sem perceber o teor da coisa.
- “Eles dizem que até são proibidas divulgações de iniciativas que aconteceram há muito tempo, seja nos meios tradicionais, seja nas redes sociais, na internet! O que vamos assistir é a muitos perfis falsos e a muita contrainformação”, disse Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da BR, também confuso com a dita recomendação que mais parece uma censura à informação.
- “Então e aqueles presidentes que foram eleitos sem ser por nenhum partido, também não podem dizer o que fazem nos seus condados. É que esses não têm nenhum partido!”, questionou Jeremias.
- “Para mim isto também é um atestado de burrice ao povo”, esclareceu Godofredo, para depois acrescentar: “o importante é dar-se informação sobre casamentos com agricultores, com primos e enteados e sei lá mais o quê, ou notícias sobre carnavais multiculturais que rapidamente são acusados de racismo”.
- “O pior é que segundo esse ilustre Conselho Lusitano de Eleições, não se pode falar sobre o que foi feito, mas podem-se publicar críticas sobre o que está feito, o que não foi feito, o que na ótica de alguns foi mal feito e o que outros dizem faltar fazer. Mas o que foi feito, não, porque isso influencia o sentido de voto. Quanto ao resto estará sempre tudo bem…”, concluiu Jeremias que ainda aguarda por esclarecimentos mais aprofundados…
JC