Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, está expectante quanto à transformação da pista de patinagem do Grande Centro Cultural do Burgo em mais uma sala para conferências. - “De facto o ringue raramente foi utilizado, o que se deve à grande falta de inércia do Condado que nunca soube potenciar aquele espaço. Nem na quadra natalícia, em que poderia ali desenvolver momentos lúdicos para miúdos e graúdos, o fez”, explicou o presidente da BR.
- “Só no primeiro ano de atividade é que isso foi bem conseguido”, disse Godofredo, secretário-geral da BR, que no Natal passado criticou o executivo do Burgo “por ter alugado uma pista, de pequenas dimensões e de características idênticas - sem direito a gelo -, com a pompa e circunstância de que era a primeira vez que algo semelhante aterrava na Villa”.
- “Uma coisa é certa, a pista está fechada há quase quatro anos e o espaço, agora amplo e aberto, vai dar lugar a uma sala fechada e envidraçada”, acrescentou Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da Brigada.
- “Não patinando, o Burgo fez uma grande patinagem nesta matéria, numa espécie de provincianismo cego face ao dito equipamento abandonado durante anos”, lamentou Jeremias.
- “A questão é que há outros espaços na Villa que deveriam ter outro aproveitamento e dinamização, mas funcionam ao correr do tempo. O Parque do Talvão, por exemplo, ainda não tem o bar, nem o salão de festas, a funcionar”, criticou Evaristo.
- “Esperemos que as obras surtam o efeito desejado e que o Grande Centro Cultural do Burgo possa ganhar um novo dinamismo no seu exterior, ao nível do que já acontece dentro das quatro paredes daquele equipamento”, concluiu Jeremias, enquanto propunha a aprovação de um voto de pesar pela partida do Mestre, que em vida não pôde inaugurar, no Burgo, o seu pólo dedicado à cerâmica…
JC