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Retratos: Promessas

JC - 05/09/2019 - 10:28

Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, está satisfeito com o aparecimento de muitas candidaturas às próximas eleições para o Parlamento Lusitano. - “Há muito por onde escolher”, referia na esplanada do café Beiral o responsável máximo da BR, enquanto esperava por propostas concretas e sérias, em vez da tradicional conversa fiada.
- “Isto é sempre assim nas eleições, promete-se tudo e mais alguma coisa. Mas, o pior é que se coloca a história para trás das costas, como se nada tivesse acontecido. Agora são as portagens, os mesmos que nos fizeram pagar mais que todos os outros lusitanos, vêm com a promessa de reduzir as mesmas. É assim uma espécie de vamos dar conversa à malta que o povo é burro!”, retorquiu Godofredo, secretário geral da BR, enquanto solicitava um prato de caracóis marroquinos que, dizem os entendidos, são os melhores do país.
- “E depois há a questão das paridades. Houve um partido que só apresentou senhoras nas suas listas e as mesmas foram recusadas. Uma vergonha! Então tiveram que lá meter homens, à força. E se calhar nas próximas têm que lá meter outras personagens, porque a paridade é para todos, brancos e pretos, homens e mulheres, coisos e coisas, e sabe-se lá mais o quê. Cá para mim os magros e os gordos, aliás obesos, os carecas e caixas de óculos, também deveriam entrar na equação”, referia Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da Brigada.
- “Eu até acho que deveria haver paridade para quem tem cães e gatos, ou pelo menos um deles e para quem não tem. E já agora para quem fuma e não fuma, para os bonitos e feios”, retorquiu Jeremias, em jeito de ironia.
- “Camarada e companheiro Jeremias, não brinques com coisas sérias, porque a paridade é importante para o crescimento da população. É na paridade que nascem os bebés!”, afirmava Joselito, castellano, de férias na nação Lusitana, ainda com dificuldades na língua do nosso país.
- “Não é da paridade, Joselito. O verbo é outro, mas depois explico-te… Agora o melhor é brindarmos a todos nós e aos valores da amizade!”, concluiu Jeremias.
JC

 

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