Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, antevê um ano de 2021 com temperaturas políticas elevadas fruto das eleições locais que a Nação Lusitana vai ter lá para outubro. A antevisão do responsável máximo da BR foi feita numa mensagem de ano novo aos seus associados, enviada por email em formato vídeo.
O presidente da Brigada do Reumático diz que no Burgo tem que haver resiliência e muita paciência por parte dos burguenses e da comunicação social que neste período é sempre acusada por ter cão e por não o ter. - “No último ato eleitoral para os condados ninguém ofendeu ninguém, nem ameaçou ninguém. Foram uma pré-campanha e campanha tão limpinhas e corretas que quase entraram para o livro de recordes das eleições lusitanas”, ironizou Jeremias que em 2021 acredita que o nível vai descer ainda mais.
Godofredo, secretário geral da BR, partilha da opinião de Jeremias e lamenta que “os partidos não se respeitem a si próprios e aos outros, que não olhem a meios para atingir os fins e que injuriem e difamem só para justificarem resultados anunciados menos conseguidos”.
Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da Brigada, considera que nem a pandemia vai mudar esse ‘modus operandi’. - “A isto acresce-se a irreverência da juventude que esquecendo propositadamente a história, ou por ignorância ou maledicência conveniente, faz uma limpeza do passado como se estivesse na pele do salvador pai, apresentando ideias redondas e críticas corajosas à distância das redes sociais, não vá o Diabo tecê-las…”, considerou.
Ao contrário do que é habitual, a mensagem de ano novo de Jeremias focou-se no aspeto político. - “A Brigada do Reumático tem um papel importante na sociedade, de fiscalização, de alerta e de reflexão. Em ano de pandemia apenas quisemos alertar os nossos associados que para além da ameaça do vírus corona, há outras que vão estar presentes na vida dos nossos associados. Eles e a população em geral vão ter que estar preparados para isso e não será a máscara que os vai proteger daquilo que está para vir. É também uma espécie de pandemia política em que a voz da palavra pode transformar-se num vírus perigoso e sem rosto nas redes sociais, contra os quais apenas se deve lutar com a inteligência e com o pensar pela própria cabeça e não pela dos outros…”, concluiu Jeremias.
JC