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Retratos: Silêncio

JC - 23/04/2026 - 9:00

No Burgo, as contas do Condado relativas a 2025, têm interpretações opostas. O Roseiral fala no quarto melhor resultado das últimas duas décadas. O Infinital e os Liberalistas dizem que o prejuízo é medonho e que até as contas bancárias têm menos dinheiro.

Perante esta divergência, e no sentido de esclarecer os seus associados sobre o orçamento do Condado, a Brigada do Reumático pediu ajuda a Delfino, analista económico com escritórios na Kapital, conhecido pelos seus comentários apimentados sobre a relação dos débitos com os créditos.

-“Foi a decisão acertada, até porque consta que há quem tenha um registo crónico e acentuado de maledicência para com quem manda no Condado, e que no espaço de três ou quatro meses passou a dizer bem e a elogiar”, justificou Jeremias, líder da BR.

-“E o que é que queres dizer com isso?”, perguntou Godofredo, enquanto aguardava pela explanação de Delfino sobre as contas do Condado.

-“Eu não digo nada! Era o que mais faltava, não me meto nessas trocas politico-comerciais”, respondeu Jeremias.

“O que está em causa, é que essas alegadas trocas beneficiam quem disse mal no passado, promovendo o seu silêncio no presente e no futuro, através de diferentes iniciativas suportadas com o dinheiro de todos os burguenses”, começou por explicar Delfino.

O analista económico considera que “essa forma de agir condiciona a gestão do Condado”. No entanto, diz, “as contas do Condado são bem claras: O Roseiral frisa, tendo em conta a classificação adotada para as receitas e os investimentos, que estamos perante uma das melhores execuções do Orçamento dos últimos 20 anos. O Infinital e os Liberalistas dizem que o Condado continua a dar prejuízos elevados e que até perdeu milhões de Eres nas suas contas bancárias. E ambos têm razão”.

-“Mas, afinal, a gestão foi boa ou foi má?”, questionou Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da BR.

-“Nem foi boa, nem foi má. Tem aspetos positivos e fatores negativos…”, procurou esclarecer Delfino, enquanto olhava com preocupação para o crescimento do número de trabalhadores. -“Se por um lado se gera empregos, por outro pode criar-se burocracia acrescida a uma máquina lenta, como os antigos carros a gasóleo, que muitas vezes procura complicar em vez de resolver o problema das pessoas”…, concluiu o dito analista.

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