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Retratos: Tomadas

JC - 19/10/2017 - 9:41

Líder, presidente dos burguenses, tomou posse para mais um mandato na Villa do Burgo, numa cerimónia onde foi claro na sua mensagem e onde criticou a cobardia. Essa é pelo menos a leitura que o responsável máximo da Brigada do Reumático faz sobre o discurso que ouviu. Jeremias reteve a frase em que Líder afirmou “não estar disponível para demagogias populistas, para insinuações mesquinhas e para o anonimato cobarde”.
-”Foi uma bicada forte nos ditos anónimos, que muita gente já sabe quem são”, referiu Godofredo, secretário geral da BR, que também recebeu na sua caixa de correio eletrónico uma missiva anónima, dias antes das eleições, a criticar Líder.
-”Na altura não reagiu mas agora foi claro, afirmando que não tolera esse tipo de política”, disse Jeremias, que assistiu aos discursos do final de tarde, e para quem as tomadas de posse são um ato nobre e democrático, onde tal como no futebol deve existir fair play cívico. 
-”Essa do fair play cívico está bem metida. Até porque aqui o árbitro é o povo”, retorquiu Evaristo, do Conselho Fiscal da BR, que também foi apresentar, institucionalmente, cumprimentos a todos os eleitos.
-”Como alguém disse, as grandes penalidades marcam-se nas urnas, assim como os golos. E em toda a área metropolitana do Burgo não houve dúvidas. O povo foi claro em todos os condados”, esclareceu Jeremias, que tem participado na maioria das tomadas de posse. 
-”Isto tem sido um corrupio, mas é importante estarmos nestes momentos”, justificou Godofredo, que num momento crítico como o que o país viveu, há que também transmitir solidariedade a quem sofreu com os incêndios. 
-”Na Brigada não criamos fundos, nem recolhemos dinheiro, mas garantimos alento, apoio moral e estamos disponíveis para desbloquear situações”, concluiu Jeremias, incrédulo com o que a Nação Lusitana viveu este verão e este outono...

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