Ainda a recuperar da passagem da Vuelta Castellana em Kinga, Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, apresentou, no tradicional almoço de verão da Brigada do Reumático, uma proposta para inserir no programa da Feira dos Labores e das Comidas Boas que o Burgo vai promover no mês de setembro.
-“É um certame que, como a Bienal do sumo da azeitona, nunca deveria ter sido interrompido. Dada a sua importância, propomos aos nossos associados a realização de uma degustação gastronómica e uma visita guiada às Caldeiras das Dokas”, explicou o líder da BR.
-“E como vai ser isso?”, questionou Godofredo, secretário-geral da BR, que ainda hoje não entende a colocação das ditas estruturas cúbicas florais naquela que era a praça mais aberta e livre do centro cívico do Burgo.
-“A ideia é que a visita se faça de manhã, com a explicações do camarada Ludomiro , que como sabem é botânico nas horas livres”, explicou Jeremias.
-“Botânico? Então mas ele não faz sapatos?”, perguntou Evaristo, presidente do Conselho Geral da BR.
-“Faz sapatos e... botas. Daí se assumir como o grande botânico do Burgo. A ele nada lhe escapa. Ludomiro é um visionário. Para ele as caldeiras das Dokas assumem-se como uma obra prima de arte incompreendida pelos burguenses, gerando por isso sensações mistas entre o prazer e a revolta. Já o estacionamento subterrâneo desse complexo é visto com uma gruta de estalactites sui generis que devem merecer o nosso apreço”, esclareceu Jeremias.
-“E a parte gastronómica?”, insistiu Godofredo.
-“Essa vem a seguir, após a visita às caldeiras. Propomos uma espécie de rali das tascas na tenda de dois andares instalada nas Dokas”, disse Jeremias.
-“Dois andares!! Isso é uma novidade!”, sublinhou Evaristo.
-“É chamada novidade requentada”, concluiu Jeremias que ainda recorda a tenda com rés-do-chão e primeiro piso ali instalada no tempo de Perfeito para uma das edições da Feira...