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Retratos: Vrum, vrum

JC - 19/06/2019 - 9:22

Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, recorda com saudade os tempos em que participou em ralis na condição de piloto, mas também de navegador. - “Aquilo eram coisas de regularidade, onde tínhamos que passar a uma determinada velocidade entre o quilómetro X e o Y”, referia na esplanada do café Beiral, enquanto lia com atenção o programa do Rali do Burgo. 
- “Este próximo fim-de-semana é a sério. É o melhor rali da Nação Lusitana e até tem uma super especial dedicada ao Jornalão da Terra, desta vez com um percurso diferente”, retorquia Godofredo, secretário geral da BR, que desde os tempos em que aprendeu a arte de mexer nos carros - tinha então 13 anos - sempre foi um apaixonado pelas provas motorizadas, em particular pelos ralis, perícias e mais recentemente pelo todo-o-terreno.
À conversa entre os dois reumáticos juntou-se Nólito, amigo daquilo que de bom a vida nos proporciona. -“No Burgo vamos assistir à super especial do Jornalão da Terra, mas temos que combinar o dia na estrada”, começou por referir, a lembrar os tempos em que até sardinhas assavam entre a sombra dos pinheiros. -“Agora não podemos fazer lume, mas levamos os pastelinhos de bacalhau, os ovos verdes, as pataniscas, o queijinho do Burgo e mais umas quantas iguarias”, esclareceu.
- “Ora isso é que é falar”, argumentou jeremias, que com o calor de junho prefere umas cervejinhas ao tinto caseiro que ainda lhe sobra no pipo.
- “Então ficamos combinados: eu e o Nólito levamos a bucha, tu tratas da bebida e dás um toque ao Evaristo (presidente do Conselho Fiscal da BR) para ver se arranja os aperitivos que com tanta conversa já tenho água na boca por uns bons caracóis”, concluiu Godofredo, enquanto pedia mais uma rodada e um prato dos ditos…

JC 

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