Foto cedida pelo escultor
"O fracasso dominou-me e a criação artística tornou-se uma obsessão sem saída." É com esta honestidade que o escultor albicastrense Tito Chambino, de 29 anos, quebra um silêncio de dois anos que o manteve longe das luzes das galerias, como o próprio confessa no decurso desta semana ao Reconquista. O artista já conta com mais de 50 exposições no currículo e não regressa apenas com obras novas; volta com uma nova pele, uma nova matéria forjada no calor do seu ateliê em Castelo Branco.
Tito reconhece que “enfrentou um bloqueio criativo nos últimos dois anos”. " Deixei de sentir prazer na minha criação artística, o erro e o fracasso tornaram-se maiores do que a minha vontade”, refere.
A mudança aconteceu através de um desafio: um convite do programador cultural Carlos Semedo para expor na Sala da Nora: “Este convite levou-me a repensar o meu modo de fazer e de pensar a arte”. A nova exposição tem o título «Acúmulo o Cúmulo e Simulo Simultâneos» e é uma resposta à voracidade do século XXI. Através de esculturas inéditas e modulares, o criador explora a ideia de que "acumular é o gesto do nosso tempo", mas propõe o silêncio como ferramenta que permite à forma respirar.
A inauguração conta com o apoio da Barroca da Malhada, uma produtora da Beira Baixa de vinhos biológicos e práticas biodinâmicas. Terá lugar no dia 11 de abril, pelas 17H00, na Sala da Nora (ao lado do Cine-Teatro Avenida), em Castelo Branco, onde o artista estará presente para apresentar as suas obras.
Nascido em 1996 na cidade de Castelo Branco, Tito Chambino manifestou desde cedo uma sensibilidade para o universo artístico e para aquilo que o circunscreve.