A Paróquia de São Miguel da Sé promoveu diversas atividades relacionadas com a celebração da solenidade do patrono, sob o mote “Fé que une, tradição que permanece”.
Albicastrenses manifestaram a sua devoção a São Miguel
Festa de São Miguel na Sé e na cidade
Fé que une, tradição que permanece
A Paróquia de São Miguel da Sé promoveu, de 20 a 29 de setembro, diversas atividades relacionadas com a celebração da solenidade do patrono, sob o mote “Fé que une, tradição que permanece”.
De 20 a 28 de setembro realizou-se, na Sé Cocatedral de Castelo Branco, a novena a São Miguel. No sábado, dia 26, houve missa seguida de procissão eucarística, com o Santíssimo Sacramento, cerimónia presidida pelo padre André Beato.
No dia seguinte, após a missa, a procissão foi acompanhada pela Banda Filarmónica de Retaxo, tendo São Miguel percorrido algumas ruas da cidade. Neste dia, a celebração foi presidida pelo padre Nuno Folgado, que destacou a participação na cerimónia, pela primeira vez na cidade, do padre missionário Suresh Praban Siluvayya e do diácono Vilarino Calisto, dos Vicentinos, que farão equipa pastoral na Igreja de Nossa Senhora de Fátima com o padre António Manuel Martins, que participou na celebração de São Miguel na terça-feira, 29 de setembro, dia em que também houve missa solene e procissão com São Miguel.
Na homilia de domingo, o padre Nuno Folgado, lembrou que podia limitar-se a comentar as leituras do dia. “E isso bastaria, porque a palavra de Deus é eficaz. Porque o encontro das nossas vidas com a palavra de Deus, mesmo que a palavra fosse sempre a mesma, encontraria em nós algo diferente”, porque, com o passar do tempo “somos os mesmos, mas somos diferentes”.
Mas nestes dias, “celebramos o nosso padroeiro e pensamos: porque é que a Igreja nos dá um padroeiro? Então não tem cada um de nós uma relação direta com Deus? Não fomos todos nós pelo batismo, enxertados em Cristo e não passamos todos a ser sacerdotes, profetas e reis? Não nos corre nas veias o sangue do próprio Senhor Jesus Cristo, que nos fez pelo batismo membros da sua família? Sim! Não é verdade que ele disse aos apóstolos, e através deles nos diz a nós, já não vos chamo servos, mas amigos? Sim! Então porque mantém a Igreja esta tradição de nos dar um padroeiro?”, questiona o sacerdote.
Neste caso, “temos São Miguel como padroeiro, mas há outros nas nossas capelas. Uns e outros com a mesma função, a de colocar diante dos nossos olhos um dos aspetos da nossa fé, que professamos solenemente: a comunhão dos santos, a comunicação dos santos. Não estamos sozinhos”.
os que viveram antes de nós, através desta comunhão, “são postos como luzes, ao longo da estrada, para iluminar o caminho, para sabermos que viemos de Cristo, da sua cruz da qual somos filhos, e para onde vamos, para Cristo e para a sua glória, a que somos convidados”. Citando São Paulo na Carta aos Coríntios, o padre Nuno Folgado recorda que “agora há fé, esperança e caridade, mas depois, acaba a fé, a esperança e só restará a caridade”.
E esclarece que “São Miguel não está diante de nós como estaria Santo António, São Francisco, São Pedro ou São Vicente de Paulo, que têm coisas para nos ensinar com os seus testemunhos de vida, que não é o caso de São Miguel, porque teve toda a sua existência ao serviço de uma única dimensão, a da intercessão junto de Deus, por aqueles que dela precisam”. E o papel do padroeiro “é lembrar-nos que ninguém nos ama e nos conhece como Deus, que ninguém é como Deus em tudo aquilo que é bom, em tudo aquilo que é santo, em tudo aquilo que é extraordinário e ninguém pode, ninguém deve, e ninguém consegue ocupar o seu lugar”.