A Associação de Caça e Pesca O Pisco, de São Vicente da Beira, inaugurou domingo, as obras de requalificação da sua sede, na antiga Escola Primária, com apoio da Castelo Branco.
Inauguração das obras foi feita em festa
A Associação de Caça e Pesca O Pisco, de São Vicente da Beira, inaugurou domingo, dia 28 de junho, as obras de requalificação da sua sede, na antiga Escola Primária, uma intervenção que foi financiada pela Câmara Municipal de Castelo Branco, em 41.600 euros.
João Gonçalves, presidente da direção desta associação, explica ao Reconquista que foi feita uma melhoria no edifício. “Isto não tinha grandes condições, aquando do exercício da caça. Tínhamos uma sala para as refeições, mas este espaço aqui fora era aberto, com frio ou com calor, mas agora foi fechado, climatizado, com condições muito melhores para a atividade cinegética”.
O pátio da antiga escola primária, edifício, que é propriedade do Município de Castelo Branco e que também albergou uma secção dos bombeiros, foi fechado, criando um novo espaço para atividades, com ligação direta a uma cozinha de apoio, pelo que “agora a associação tem melhores condições para receber os caçadores”.
Atualmente a Associação de Caça e Pesca O Pisco tem 25 sócios, mas recebe 70 a 80 nas montarias e outras atividades cinegéticas que promove.
João Filipe, presidente da Junta de Freguesia de São Vicente da Beira, afirma que “todos os investimentos para a freguesia e em prol das pessoas são bem-vindos, neste caso para benefício da associação de caça”.
Leopoldo Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, explica que foi feito um protocolo com a associação para se fazerem estas obras. “Foram colocadas nova caixilharia nas janelas, para promover o conforto térmico, foi aumento do espaço com o fecho do pátio, melhoraram-se em muito as condições do edifício”, refere.
O autarca recorda que “as associações de caça são muito importantes nos territórios, porque contribuem, em primeiro lugar, para o controlo das espécies. “Hoje há um problema que temos com o javali e outras espécies, que são invasivas a causam prejuízos avultados e as associações de caça têm essa presença no território e têm também a perspetiva da regularização das espécies e por isso também têm de ter condições para trabalhar”, reitera Leopoldo Rodrigues.
João Gonçalves, corrobora esta preocupação, dando conta que a associação “tem feito a correção da densidade e os sócios podem ir, de dia ou noite, abater javalis e ajudar a fazer o controlo dessa espécie, basta que os proprietários indiquem onde registam esse problema, porque eles dão cabo da agricultura, das propriedades e sendo os proprietários donos de muitos dos terrenos onde se caça, este é um contributo para ajudar a minimizar os danos”.