O padre José António mudou de paróquia, mas deixa saudade em Castelo Branco, onde a comunidade lhe mostrou esse apego e afeto.
Comunidade ofertou uma casula com Bordado de Castelo Branco
“A Sé não é pequena, as pessoas é que são muitas a querer participar na cerimónia”. E, de facto, tal como referiu o padre Nuno Folgado antes do início da celebração eucarística de sábado, dia 28, a última que o padre José António celebrou antes da partida para o concelho de Oleiros, onde exercerá a sua nova missão, não ficaram espaços por preencher. Sentados, ou em pé, foram muitos os que fizeram questão de marcar presença e manifestar ao sacerdote o afeto que lhe têm.
Chegou durante os festejos de São Miguel e foi novamente durante a celebração do patrono que se despediu. “Se a cada dia foi para mim uma alegria servir nesta paróquia, hoje faço-o também com alegria”, apelando a todos para com ele “fazer a festa do Senhor, que Ele nos propõe, a festa da vida e da renovação”.
Regozijou-se pela presença da família e atendendo à data, recorrendo às palavras do Papa Francisco, lembrou que “homens e anjos são irmãos de coração, para cooperar juntos nos desígnios de Deus”. Evocou a missão dos arcanjos Miguel, “que travou uma guerra com o diabo e a quem pedimos ajuda para as lutas com que nos deparamos no dia-a-dia”; Gabriel, “o anjo que anunciou a Maria que ia ser mãe de Cristo, para que nos traga boas notícias, tal como a notícia da salvação, que Jesus está connosco”, e Rafael, “que caminha connosco e nos ajuda para não errarmos a estrada, protegendo-nos da sedução e da dor de dar um passo errado”.
E afirmando de muito do que é se deve a esta comunidade albicastrense, convidou a todos para com ele “fazer a festa e dar graças”, pelas pessoas com quem se cruzou, pelos que não têm vergonha de assumir a sua fé, pelo que na paróquia têm um trabalho invisível, mas importante, pelo ministério e integração do padre André Beato, ou pelo berço que teve, onde aprendeu a rezar e de quem ainda hoje recebe lições de fé. Mas deixou ainda uma palavra ao padre Nuno Folgado, com quem fez equipa estes cinco anos. “Amigo, testemunho, mestre, confidente, companheiro de jornada e tanto mais. Conta comigo e com a minha oração”, referiu, reiterando que leva a comunidade “no coração, contando com a oração de todos”.
A comunidade reuniu-se e ofereceu ao padre José António uma casula com Bordado de Castelo Branco, para levar simbolicamente a cidade consigo. Mas a generosidade de todos deu ainda para um computador e uma impressora. O padre Ivan ofereceu-lhe um ícone da Igreja Ortodoxa.