Projeto prevê painéis nos concelhos de Idanha-a-Nova e Penamacor. Foto arquivo
A Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional pediu à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para prolongar o prazo da consulta pública da reformulação do projeto da Central Solar Fotovoltaica de Sophia e das suas linhas elétricas de muito alta tensão, que termina esta quarta-feira.
As propostas estiveram em consulta pública durante 10 dias úteis, o que a plataforma que contesta o projeto considera pouco “tendo em conta a extensão e a complexidade da documentação disponibilizada, mas também nas dificuldades de acesso à informação e aos links divulgados através do WhatsApp e do Facebook, que têm sido comunicadas por várias pessoas”.
Este é o motivo que levou a solicitar o prolongamento à APA, a quem pediram também “que verifique os problemas de acesso reportados, assegure a acessibilidade dos documentos e dos mecanismos de participação e conceda uma prorrogação do prazo, na medida legalmente possível”.
Se não for possível pede uma “justificação fundamentada e a adoção de medidas alternativas adequadas para garantir uma participação pública efetiva”, informando a comunidade que é possível participar através do email [email protected] indicando o nome da consulta no assunto
A Central Solar Fotovoltaica de Sophia abrange os concelhos de Idanha-a-Nova, Penamacor e Fundão.
A primeira consulta pública foi a mais participada de sempre, com 12 700 opiniões, e resultou na rejeição quase unânime do projeto apresentado e a um chumbo da APA, que levou a Lightsource BP a reformular o projeto.
A reformulação prevê a redução em 35 por cento da área ocupada pelos painéis e a eliminação de uma das linhas de muito alta tensão projetadas. O projeto inicial da Lightsource BP previa a ocupação de 395 hectares, ficando com esta proposta nos 258 hectares. Todos os painéis previstos para o concelho do Fundão foram retirados do projeto e há também uma redução da mancha prevista para os concelhos de Idanha-a-Nova e Penamacor.
Na manhã do último dia de consulta pública esta contava com mais de 5500 participações
Nestes casos há sempre traidores, como agora se diz, ativos tóxicos.