Dez pessoas morreram no Lar Major Rato de Alcains com infeção por Covid-19 durante o surto que foi detetado na instituição no final de novembro e que se encontra ultrapassado.
O número foi avançado esta terça-feira pela diretora clínica da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco numa conferência de imprensa que decorreu nas instalações do lar.
Eugénia André explicou que seis dos utentes morreram no lar e quatro no hospital, onde estavam internados. No mesmo período foram ainda registadas outras duas mortes não relacionadas com Covid-19.
Tal como tem repetido desde o primeiro surto de Póvoa de Rio de Moinhos, Eugénia André realçou que os idosos que faleceram com o coronavírus tinham outros problemas de saúde associados.
No pico do surto estiveram 91 idosos infetados neste lar e o número de funcionários com a doença ultrapassou as duas dezenas.
Armando Pereira, o presidente da instituição, classificou esta situação de “horrível” e que houve medo entre quem trabalha no lar e teve de estar ao serviço durante as semanas em que o surto esteve ativo.
O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, José Augusto Alves, diz que este é um dia feliz para o concelho, não só por ter sido ultrapassado este problema em Alcains mas também pelo arranque da vacinação entre os profissionais de saúde, que começou na manhã desta terça-feira no Hospital Amato Lusitano.