Nasceu no final dos anos 30 e durante mais de 40 anos foi usado pela maioria das forças aéreas do mundo.
O objetivo era servir para instrução, mas acabou por desempenhar outras funções, nomeadamente de combate, tornando-se num ícone da aviação mundial e presença obrigatória em conflitos como a II Guerra Mundial, as guerras da Coreia e do Vietname ou a Guerra do Ultramar.
Responsável pela formação de milhares de pilotos, o T6 marcou para sempre as suas vidas, tal como habita o imaginário dos mais novos, pois sentar-se aos comandos deste “pássaro de ferro” é a ambição de qualquer piloto.
Foi esse sonho que Pedro Cunha Pereira cumpriu no último fim-de-semana, no Aeródromo de Castelo Branco, no T6 Harvard K4, a última aquisição da coleção de José Munkelt Gonçalves, responsável do Museu Aéro Fénix.
Durante cinco dias, quatro pilotos fizeram instrução de adaptação e voo alto (treino de todas as manobras que se fazem com uma aeronave, mas lá em cima, durante o voo), rasgando os céus de Castelo Branco com um ronco inimitável.