Taísa Tavares falou para os alunos do Agrupamento de Escolas Amato Lusitano
Taísa Tavares, 24 anos, desafiou os estudantes do AEAL a equacionarem uma carreira na arbitragem e a abraçarem uma experiência para si “enriquecedora” a vários níveis. Deixou cedo de jogar (era guarda-redes) e hoje auxilia como assistente uma árbitra do escalão CF2.
A médica dentista, com atividade também em Castelo Branco, confessa que só começou a conhecer totalmente as regras quando chegou à arbitragem: “Como jogadores não sabemos um terço”, considerou.
E deixou um desabafo, a pedir reflexão: “Se me custa ouvir o que vem de fora das quatro linhas? Custa muito… nos jogos de formação. Custa a digerir aquilo tudo que vem do exterior e chego a casa frustrada. Já cheguei a dizer que não queria fazer mais jogos de miúdos!”.
O ruído e os comportamentos levam Taísa Tavares a falar em “desformação”. “Ouvem-se coisas muito feias”. Os jogos de seniores e de juniores “são encarados como uma final”, já nos jovens “adotamos uma valência também formativa, infelizmente incompreendida”.