Mário Vicente, vice-presidente desportivo da Associação de Ténis de Castelo Branco
A Associação de Ténis de Castelo Branco projeta um ano de 2019 interventivo, com a implementação de medidas e programas que visam reforçar a dinâmica da modalidade nesta área geográfica. Este organismo pretende aproveitar “a atual conjuntura da Federação e alguma disponibilidade financeira para apoiar as associações” e colocar no terreno um plano de ações com repercussão em diversas áreas do ténis.
A reativação da figura do Diretor Técnico Regional será determinante neste contexto: “Será ele o grande responsável pela implementação de todos os aspetos técnicos, libertando a direção para as tomadas de decisão”, como explicou ao Reconquista Mário Vicente, vice-presidente para a área desportiva.
“Levar o ténis a mais pessoas” é o desiderato perspetivado com o plano de intervenção que já começou a ser dado a conhecer aos clubes. “E melhorar a qualidade de prática, assegurando experiências positivas aos praticantes”, acrescentou aquele responsável.
2019 abriu com a ativação do Centro de Treino. Um passo que muito satisfaz os dirigentes da Associação e de onde, acreditam, vão ser alcançados bons resultados ao nível de mais ambição, concretização de estágios de competição, criação de seleções regionais e projeção do ténis beirão no âmbito nacional. O CT, como o nosso jornal já focou, está orientado para ambos os géneros nos escalões etários de sub-12 e sub-14, faixas etárias que os dirigentes entendem como importantes “para criar na região um bom grupo de trabalho”. A orientação técnica no Centro de Treino está a cargo de Eduardo Rodrigues, atual treinador do tenista Frederico Gil.
Um programa a que o vice-presidente da área desportiva dispensa particular carinho é ao Aprender o Jogo. Mário Vicente fala em bons resultados obtidos o ano passado com o projeto que é desenvolvido no espaço da Associação, em Castelo Branco, com o intuito de “proporcionar aos jovens momentos de competição que privilegiem a quantidade e a qualidade na participação”. É interpretado em três etapas e conta com uma fase final dirigida aos oito melhores atletas de cada escalão (sub-8 e sub-10).
Com estas e outras dinâmicas que se encontra incluídas no Plano de Atividades, a Associação de Ténis pretende assumir um papel proactivo junto dos agentes e dos clubes. E, por inerência, levar a modalidade a mais lados, sobretudo “conseguir mais intervenção no norte do distrito”. Neste e noutros capítulos, a ação do Diretor Técnico Regional (o nome já está escolhido), será preponderante. Em 2018 a ATCB contou com 336 atletas filiados, mas o objetivo é aumentar o número.
Há mais provas inscritas no calendário nacional para este ano, o que, no entender de Mário Vicente, “revela vitalidade e querer dos próprios clubes”. Por outro lado, o organismo associativo já definiu “apoio específico” ao ténis feminino, face ao (preocupante) número reduzido de praticantes. “Não deixaremos essas meninas sem competição”, garantiu o dirigente desportivo.
Aposta para manter é o Open em Cadeiras de Rodas, numa parceria com o curso de Desporto e Atividade Física da Escola Superior de Educação.
“Querer mais e melhor” é o lema destacado por Mário Vicente no lançamento do ano tenístico da associação distrital.
Clubes:Reconhecer o mérito
Este ano, a ATCB vai liderar um processo de reconhecimento ao mérito dos seus clubes associados, “pelo trabalho desenvolvido ao longo de 2019”, anunciou o vice-presidente desportivo, Mário Vicente. A Associação já elaborou um documento onde se encontram definidos os critérios de pontuação e os prémios a atribuir. “É importante reconhecer o trabalho que os clubes realizam”, referiu o diretor.