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Todo-o-Terreno: Baja do Pinhal chega a V.V. Ródão

Artur Jorge - 11/03/2019 - 10:15

Prova da Escuderia adquire dimensão internacional no contexto das motos, quads e SSV. Autos iniciam aqui a discussão dos títulos nacionais.

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Prova das motos conta para as competições internacionais

Serão cerca de 400 km ao cronómetro nas pistas “técnicas e mais rolantes” dos concelhos de Proença-a-Nova, Sertã e Vila Velha de Ródão. E com um selo ambiental: “Seremos o primeiro clube em Portugal a defender esta chancela”, registou Paulo Rosa, vice-presidente da Escuderia Castelo Branco, no decurso da apresentação da Baja TT do Pinhal, no final da última semana, na Casa de Artes e Cultura do Tejo, na vila rodense. Responsáveis da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) e da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) associaram-se ao momento.

O símbolo ambiental é promovido pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e será, pela primeira vez, oficializado no nosso país. “Está direcionado para a sustentabilidade das provas de todo-o-terreno, sensibilizando todos os agentes envolvidos para a proteção ambiental”, deixando tudo intacto e limpo.

A corrida das motos, quads e SSV assume mais protagonismo, não só pelo maior número de concorrentes, como pela projeção internacional: pontua para a Taça do Mundo de Bajas e para o Campeonato Europeu de Bajas. Já nos autos, as melhores equipas portuguesas iniciam na Baja TT do Pinhal a discussão dos títulos nacionais.

Adivinham-se três dias exigentes, “para organização que casa duas provas numa e para os pilotos”, projetou na apresentação do evento Nuno Almeida Santos, diretor de prova dos carros. Depois dos trágicos incêndios de 2017 e das fortes chuvas do ano passado, aquele responsável espera que a Baja possa dentro de duas semanas ter condições tranquilas para “destacar o espetáculo desportivo”.

A novidade é a chegada de Vila Velha de Ródão à parceria. “Mantemos a identidade da prova, mas não queremos deixar de inovar, de procurar alternativas. Continuamos com forte ligação a Sertã e Proença-a-Nova, mas este ano rumamos a Este, para terminar em Vila Velha de Ródão”, explicou o diretor de prova das motos, Sérgio Sequeira.

O centro operacional volta a estabelecer-se na Sertã, mas a ação desportiva inicia-se no concelho vizinho, com o prólogo junto à pista das Moitas, na tarde de sexta-feira para as motos e na manhã de sábado para os autos. No sábado as motos arrancam na Sertã e aí voltam ao fim da tarde para a “city stage”, numa área técnica preparada junto aos bombeiros. Já no domingo, os motores começam a debitar potência a partir de Cernache do Bonjardim. As motos, quads e SSV rumam diretamente a Vila Velha de Ródão para a consagração final. Os automóveis terminam o primeiro setor seletivo do último dia na Sertã, para depois fazerem o segundo SS até à localidade à beira Tejo, também para a festa de encerramento, junto à piscina.

INVESTIMENTO Os autarcas das câmaras que recebem a competição convergem na razão do investimento: “O que interessa aos municípios é a visibilidade que a prova dá e a valia que constitui para os agentes económicos”, realçou João Lobo, da Proença-a-Nova. Já Paulo Farinha Luís, da Sertã, aponta três razões: “espetáculo desportivo, retorno imediato e a longo prazo, com a imposição da marca Pinhal”. Por sua vez, o anfitrião Luís Pereira, espera que Vila Velha de Ródão possa iniciar aqui “uma colaboração mais profunda com a Escuderia”. “Ir mais longe naquilo que é essencial: promoção do território com momentos de qualidade”, acrescentou o autarca de Ródão.

 

 

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