Nasceu há mais de uma década para tirar as pessoas de casa e agora sobrevive nas moradas dos seus quase 1400 alunos. Esta é a realidade da Universidade Sénior Albicastrense nos dias do Covid-19. “É irónico” reconhece Arnaldo Brás, o presidente da Associação Amato Lusitano que tutela este projeto de ensino presente nas 19 freguesias do concelho de Castelo Branco e que tal como todas as outras escolas teve de fechar as portas para evitar o contágio. Mas as ironias não ficam por aqui. “Por incrível que pareça nas últimas duas ou três semanas antes do fim das aulas começamos a utilizar o Skype. Parece que já estávamos a adivinhar que isto ia acontecer”. A frase é de Tiago Antunes, o professor de informática que tem à sua frente seis alunas que estão nas suas casas a assistir à aula pelo computador ou telemóvel. As aulas de informática foram uma boa base para esta nova vida da Usalbi mas nas últimas semanas os professores desdobraram-se em contactos aluno a aluno para que todos estivessem sintonizados.