“A Igreja precisa hoje de púlpitos, não para substituir os tradicionais, mas para encontrar novas ferramentas para o diálogo com outras entidades, para alargar o espaço das relações”.
O grupo que participou na quarta edição do seminário formativo
“A Igreja precisa hoje de púlpitos, não para substituir os tradicionais, mas para encontrar novas ferramentas para o diálogo com outras entidades, para alargar o espaço das relações”. A afirmação é do cardeal Tolentino Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, que foi um dos oradores convidados da quarta edição do seminário profissional “Vaticano in Loco”, que decorreu de 20 a 22 de abril, em Roma.
Reiterou que “a Igreja é magíster, tem coisas para ensinar, mas também é discípula, como espaços de aprendizagem sobre o que é o mundo contemporâneo”.
O cardeal resumiu nestas palavras aquele que é também o mote deste seminário destinado a jornalistas e comunicadores da Igreja, de língua portuguesa, o de melhorar a compreensão sobre a vida da Igreja e a sua comunicação.
seminário é organizado pela Faculdade de Comunicação da Igreja da Pontifícia Universidade da Santa Cruz (PUSC) e Associazione ISCOM, em articulação com o gabinete de comunicação da Opus Dei em Portugal, que este ano contou com o apoio do Patriarcado. Durante três dias, o grupo de cerca de meia centena de jornalistas e comunicadores, no qual esteve representado o Reconquista, pode ouvir e questionar vários membros da cúria romana, sobre o funcionamento de vários departamentos da Igreja Católica, para entender melhor o que a Igreja diz de si mesma e da sua missão. O programa incluiu visitas a lugares emblemáticos como Castel Gandolfo, mas também ao Dicastério para a Comunicação, à Sala de Imprensa da Santa Sé e à Penitenciária Apostólica. Um dos serões foi passado com os seminarista do Colégio Eclesiástico Internacional Sedes Sapientiae.
Dora Isabel Rosa, diretora do gabinete de comunicação da Opus Dei, explica que este evento “junta jornalistas de vários órgãos e comunicadores da Igreja, dos vários departamentos, dos movimentos, das dioceses e departamentos de comunicação”.
O objetivo é “trazermos ao coração da Igreja, que é Roma, várias pessoas que se interessem pela religião, que eventualmente tenham de fazer trabalhos e explicar ao grande público diversos assuntos relacionados com a Igreja e que, deste modo, podem vir aqui, durante uns dias, beber diretamente da fonte”.
Além disso, este seminário também promove “o próprio convívio em si, entre uma área e outra, que no fundo têm interesses comuns, mas às vezes andam de costas viradas. Aqui, ajudamos a fazer aquilo que o Papa Leão XIV tem falado e o Papa Francisco também falava muito, que é a construção de pontes. Tentar pontes entre as várias áreas da comunicação cujo interesse tem a ver com questões da Igreja e assim, uns e outros, vão aprofundando conhecimento, trocam testemunhos, experiências e contactos. Acho que saímos todos aqui muito mais enriquecidos”.
Os temas tratados no programa foram muito diversos, desde a Inteligência Artificial (IA), se interessa ou preocupa a Igreja (padre Andrea Ciucci), a administração dos bens da Santa Sé (Benjamín Estévez), o desenvolvimento humano integral (irmã Alessandra Smerlli), o mundo anglo-saxónico e Roma (Edgar Beltran), a política cultura do Vaticano (cardeal Tolentino Mendonça), os desafios no Pontificado de Leão XIV (Jesus Colina), o protocolo da Santa Sé (padre Bruno Lins), os desafios práticos da conversão ecológica (padre Arturo Belllocq), um ano do pontificado de Leão XIV (padre Ricardo Figueiredo), a igreja e o cinema (Paulo Miguel Martins), o que une e distingue cristãos, judeus e muçulmanos (D. Alexandre Palma), a ordem de Santo Agostinho e o Papa (padre Giuseppe Pagano) e o testemunho da jornalista vaticanista Patrícia Ynestroza.
leque vasto de temas e conferencistas, que ajudam a clarificar, refletir e aprofundar conhecimentos, para uma comunicação sobre a Igreja mais clara e fiel.