Mário Vale (à direita) com o presidente do Desportivo CB, Luís Caiola (foto AJ/Reconquista)
Em forma! Os anos parecem não passar por Mário Vale, o emblemático capitão do Desportivo das décadas de 1960, 1970 e (até) 1980, alvo anualmente de um reconhecimento por parte do clube com a atribuição do seu nome ao torneio de início de época.
"É um tributo agradável o facto de se lembrarem de mim e do meu percurso no Desportivo", disse-nos na manhã do último sábado, na casa do futebol jovem albicastrense (campos de relva sintética do parque urbano).
Mantém uma relação próxima com o futebol, sendo membro do CF Veteranos. "Vamos alimentando esta paixão de sempre, enquanto tivermos condições para isso", acrescentou.
A ligação de Mário Vale ao Desportivo de Castelo Branco, onde jogou como federado até aos 40 anos, remonta às origens do emblema. Antes teve uma passagem pelo BC Branco. Quatro anos de tropa levaram-no a outras paragens e quando regressou o Desportivo estava em formação. "Tinha estado aqueles anos parado e achei por bem reiniciar a ligação ao futebol no Desportivo". Nunca mais mudou de camisola.
O facto do seu nome estar associado a um torneio de futebol juvenil agrada-lhe mais "do que se fosse seniores". E explica porquê: "é aqui que se começa a construir o futuro".
O antigo defesa central elogia ainda as condições que atualmente só proporcionadas aos jovens albicastrenses: "há aqui excelentes condições e ainda bem que assim é. No meu tempo não havia nada disto. Hoje nem podiam com a bola daquele tempo... Felizmente tudo é melhor".