Barragem de Santa Águeda. Arquivo Reconquista
A Quercus não detetou indícios de contaminação na água da barragem de Santa Águeda/Marateca com base numa análise que encomendou a um laboratório francês.
A amostra foi recolhida a 29 de junho em três pontos da albufeira e foram analisados 842 itens, entre os quais os chamados químicos eternos, metais, nutrientes e pesticidas.
A associação ambientalista salienta que as análises que promoveu são mais abrangentes que as realizadas pelas entidades oficiais, que segundo esta avaliam cerca de 60 parâmetros.
“Os metais analisados (cádmio, chumbo e mercúrio, entre outros), nitratos, nitritos e fósforo total dissolvido apresentaram resultados dentro dos valores normais. Não se detetaram PFAS nem pesticidas (tais como glufosinato, ditiocarbamatos, paraquato e diquato, entre outros), tendo estes ficado abaixo do limite de quantificação do laboratório. Apenas o TFA, com uma concentração de 0,73µg/L (microgramas por litro) é preocupante. Apesar de não constituir uma situação de risco imediato deve ser monitorizado”, resume a associação.
A Quercus salienta que os herbicidas e os fungicidas “são aplicados em março e abril e a recolha da amostra só se realizou no final de junho e talvez por isso já não foram detetados”, rematando com a ideia de que “uma análise pontual é insuficiente para ter um conhecimento aprofundado de um sistema complexo, como é a albufeira”, o que a leva a exigir uma monitorização continuada.
A associação não esquece que em 2022 a morte de peixes sem conclusões quanto à origem do problema “criou uma grande desconfiança em relação à qualidade da água” e que a permanência de pomares intensivos de pêssego e cereja, parte dos quais em zona de proteção, “constitui uma fonte muito provável de contaminação por pesticidas”. A barragem situada no concelho de Castelo Branco abastece o consumo humano.