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A água vem da torneira, não vem?

Paula Reis - 11/09/2025 - 9:42

Lá do fundo da memória vem-me a imagem de estar de pé, em frente a um mapa de Portugal, a dizer de cor nomes de serras e rios, seus afluentes, percursos e nascentes.

Dos passeios domingueiros da altura, a visita a alguns desses sítios, permitiram-me guardar para a vida algumas dessas informações.

Por isso, na época pós incêndios, só queria aproveitar este espaço para lembrar:

A água que abastece o concelho de Castelo Branco vem do Rio Ocreza, cujas margens e terrenos adjacentes junto à nascente, estão, neste momento, cobertos de carvão e cinza.

A água que abastece Coimbra vem do Rio Mondego que «Nasce na Serra da Estrela, passa por Coimbra e desagua na Figueira da Foz». Desafio-vos a percorrerem o seu curso num mapa e comparem com as áreas ardidas do passado mês de agosto.

Retirado da página institucional da empresa pública que recolhe, trata e distribui a água à região de Lisboa encontrei a informação de que «Atualmente a EPAL gere e explora um sistema de abastecimento que integra três subsistemas: o de Castelo do Bode, inaugurado em 1987 foi ampliado em 2007 para uma capacidade de produção na ordem dos 625.000 m³ diários; o do Tejo inaugurado em 1940, e ampliado em 1963 e 1976, com capacidade de produção diária de 400.000 m³; e o do Alviela em exploração desde 1880. Dos três subsistemas referidos o maior e mais relevante é o de Castelo do Bode, representando hoje cerca de 75% da capacidade de produção da empresa.»

Castelo de Bode é abastecida pelo Rio Zêzere, que nasce na Serra da Estrela, a cerca de 1900 metros de altitude, é o principal afluente do Tejo e quanto ao percurso, gostaria de deixar uma imagem com um pequeno excerto. Façam o favor de fazer um pequeno esforço de memória e cruzar os nomes destas aldeias

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