Que as palavras e as promessas não as levem o vento! E que a catástrofe provocada pela fúria da depressão Kristin, que molestou sobretudo o centro do país na última semana, possa contar com o apoio nacional e europeu para questões desta natureza. As medidas estão aí. Há que agilizá-las.
O Governo de Luís Montenegro decretou menos de 24 horas depois do flagelo o estado de calamidade e dois dias depois o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, garantia em Castelo Branco que ninguém ficará fora dos apoios elegíveis para fazer face aos prejuízos causados pelo episódio climatológico de 28 de janeiro.
Aquele governante falava, precisamente, na agilização de procedimentos numa altura em que mais de 48 horas depois da assustadora noite, à redação do Reconquista chegavam depoimentos inconsolados de pessoas com habitações a céu aberto, sem eletricidade, sem comunicações, com alimentos e todo o recheio a deteriorarem-se. Isolados. Os meios de reação voltaram a entupir e a rede SIRESP a falhar.
O Primeiro-Ministro enfatizou no terreno que é mais uma “prova de superação” que os portugueses têm “por diante”. Espera a população, aqueles que mais estão a sentir na pele, respaldo à retaguarda. A escolha de Paulo Fernandes para coordenador o Grupo de Missão dá-nos esperança. Por competência.
Setenta e um anos e quase três meses após o tufão de 1954, Castelo Branco e a região (Pinhal muito fustigado) voltaram a viver momentos penosos. O facto de o pico da tempestade ter eclodido de madrugada, terá evitado vítimas por aqui e mais mortes noutros sítios.
Reerguer-nos do rasto de destruição causado é o desafio.
A Missão!