Os três agrupamentos de escolas de Castelo Branco (Nuno Álvares, Amato Lusitano e Afonso de Paiva) uniram esforços e realizaram uma palestra sobre ciência, que teve como orador o comunicador de ciência e astrónomo, Miguel Gonçalves.
Os mais novos questionaram Miguel Gonçalves | Foto: André Antunes
Os três agrupamentos de escolas de Castelo Branco (Nuno Álvares, Amato Lusitano e Afonso de Paiva) uniram esforços e realizaram uma palestra sobre ciência, que teve como orador o comunicador de ciência e astrónomo, Miguel Gonçalves. A iniciativa decorreu em duas sessões no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, e teve como propósito proporcionar aos cerca de 600 alunos do 7.º ano de escolaridade, um momento de aprendizagem diferente.
“O Universo tem 13,8 mil milhões de anos, e nós só chegámos agora” foi a provocação que Miguel Gonçalves – com raízes em Castelo Branco – levou para dentro de um auditório que encheu por duas vezes e que permitiu um diálogo entusiasmado com alguns dos jovens estudantes. E assim se falou da origem e da evolução do cosmos, da dimensão do universo e do lugar que nós, enquanto humanos, ocupamos nessa dimensão.
O encontro teve como rostos as docentes Alexandra Barata, Alice Maia e Teresa Arcos que souberam envolver os três agrupamentos de escola da cidade e, mesmo sem apoios institucionais, acabaram por concretizar um evento único na cidade, tendo os três Agrupamentos assumido os custos do evento, o que permitiu que os alunos participassem na iniciativa de forma gratuita.
Em nota enviada ao nosso jornal pelo Agrupamento Nuno Álvares, é realçado o facto “da iniciativa constituir também um exemplo de cooperação entre os três agrupamentos de escolas de Castelo Branco, mostrando que a articulação entre diferentes comunidades educativas pode proporcionar aos alunos experiências mais diversificadas e enriquecedoras”.
A organização do encontro salienta a abertura dos diretores dos três agrupamentos, “que acreditaram na iniciativa e assumiram os custos associados à sua realização, tornando possível que os seus alunos tivessem acesso a esta experiência. O seu apoio permitiu proporcionar aos jovens um dia diferente, fora da rotina habitual da sala de aula, mas profundamente pedagógico, em que o conhecimento científico se aliou à curiosidade, à imaginação e ao fascínio pelo Universo”.
No final, Miguel Gonçalves deixou o desafio: “olhar para o céu, fazer perguntas e perceber que, apesar de todo o conhecimento já adquirido, o Universo continua a guardar uma enorme quantidade de mistérios à espera de serem descobertos”.