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Antigos: Circuito das Beiras começa e acaba em Castelo Branco

Artur Jorge - 27/05/2025 - 17:31

Evento automobilístico recupera circuito criado por Tavares de Melo em 1903. Este ano faz-se em sentido contrário, de 19 a 22 de junho

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Evento recria a primeira prova por etapas realizada em Portugal

A terceira e última edição do Circuito das Beiras, prova vintage que recria a criada por Tavares da Silva nos primórdios do século passado (a primeira por etapas realizada em Portugal), vai começar e terminar em Castelo Branco, no mês de junho (19 a 22).

Depois de Coimbra e Guarda, é a vez da cidade albicastrense ser o epicentro desta efeméride que homenageia o beirão Tavares de Melo, “uma das pessoas mais importantes do desenvolvimento do automóvel em Portugal”, como vincou Luís Celínio no Museu Tavares Proença Júnior, onde decorreu a apresentação da edição de 2025.

O presidente do Clube Escape Livre, emblema que está na frente organizativa do Circuito das Beiras, mediu – através da Marktest – o impacto do evento e chegou aos 300 mil euros “para cada autarquia parceira”, num retorno global aproximado ao milhão de euros.

É o setor de turismo que mais beneficia com esta prova por etapas. “Une territórios e juntos somos mais fortes. Os participantes e as pessoas envolvidas acabam sempre por regressar”, realçou Leopoldo Rodrigues, presidente da Câmara de Castelo Branco. Sérgio Costa, homólogo da Guarda, concorda: “Esta convergência de capitais de distrito é um bom exemplo para o país. Estes territórios têm um potencial enorme”. Este ano, Coimbra prepara “uma surpresa para eternizar as três edições”, avançou o vereador Carlos Lopes

A última edição do Circuito das Beiras vai ser feita em sentido contrário ao original, para introduzir o fator novidade junto dos concorrentes: Castelo Branco-Coimbra-Guarda-Castelo Branco. “Vai proporcionar uma visão diferente do traçado e oferecer um evento novo a quem já cumpriu as edições anteriores”, explicou Luís Celínio.

O Circuito das Beiras segue as recomendações da FIVA (Federação Internacional do Automóvel Antigo) e alarga nesta edição o ano de matrícula até 1994, “ou seja, veículos com mais de 30 anos”.

“Foi com orgulho que durante três anos conseguimos recriar o famoso circuito que Tavares de Melo realizou e ganhou em 1903. Tivemos, inclusive, um carro idêntico ao vencedor de então, um Darracq, a participar em 2023 e 2024. E também tivemos equipas estrangeiras no circuito. Mais edições? Não, para já! Mas, certamente, voltaremos a esta épica prova automobilística”, conclui o presidente do Clube Escape Livre.

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