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António José Seguro: “Um país que lê é um país melhor”

Reconquista - 24/09/2026 - 9:46

O Chefe de Estado falava na Festa do Livro de Belém, que contou com a participação ativa de uma editora albicastrense RVJ.

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A receção oficial decorreu no Palácio de Belém

António José Seguro considera que “um país que lê é um país melhor”. O Presidente da República falava aos jornalistas na Festa do Livro de Belém, que se realizou de 17 a 20 de setembro, nos Jardins do Palácio de Belém, em Lisboa, e que é dedicado à língua portuguesa. O evento reuniu as principais editoras e livreiros do país, entre as quais a albicastrense RVJ Editores. “O melhor antídoto contra a ignorância é a leitura", sublinhou referindo que ela promove encontros e partilha, essenciais "numa sociedade que muitos teimam em deslaçar".

O Presidente da República fez um balanço muito positivo da edição deste ano, que à semelhança das anteriores foi concretizada pela Presidência de República em parceria com a APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. “O melhor balanço é aquele que vemos na face das pessoas que aqui estiveram estes dias todos”, começou por referir aos jornalistas, mostrando-se satisfeito por em torno dos livros “as pessoas conversarem e conviverem”.

Para além disso, ler torna o país numa “nação mais culta, nação mais livre e que faz melhores escolhas". E, nesse sentido, reforça António José Seguro, torna "a nação mais feliz".

No evento, que foi acompanhado pelo Reconquista, o Chefe de Estado elogiou também o seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, por ter criado a iniciativa, que irá ter continuidade no próximo ano, melhorando-a sempre “e insistindo no lema que um país que lê é um país melhor”.

Na sua intervenção que serviu de mote ao arranque do evento, António José Seguro recordou o livro que leu nas férias “A Arte de Não ter Sempre Razão”, da autoria de Martin Desrosiers (Edição Zigurate). “É um livro que todos os opinadores deviam ler e assimilar antes de abrir a boca", disse, após ler alguns excertos da obra.

O Presidente da República reafirmou ainda uma mensagem que o tem acompanhado e que considera importante: o chão comum e a necessidade de o frutificar. “É esse chão comum que permite afirmar as nossas diferenças e, estas, nunca se devem segregar”. António José Seguro fala de “dimensões de integração numa sociedade que muitos teimam em deslaçar e que nós queremos verdadeiramente cimentar".

Também Manuel Alegre, poeta e presidente honorário do Partido Socialista, participou na iniciativa. Aos jornalistas lembrou que “não há melhor alimento para um povo ou para situações de crise, do que a cultura”, elogiando também Marcelo Rebelo de Sousa por ter criado a Festa do Livro de Belém, que já vai na 9.ª edição.

O antigo candidato à Presidência da República analisou o mundo atual. E questionado sobre se o mundo enlouqueceu, respondeu que “tem alguns loucos que fazem tudo para enlouquecer o mundo”, acrescentando que “sozinhos não nos safamos. Temos que nos safar em conjunto. E a Europa tem que estar unida”.

Durante o evento, António José Seguro percorreu, diariamente, o certame, contactando com os editores e livreiros, mas sobretudo com os milhares de pessoas que visitaram a “Festa do Livro de Belém”, nos Jardins da Presidência, a qual incluiu uma programação musical e cultural mais ampla. Com sucessivas apresentações de livros e sessões de autógrafos, a Festa do Livro evocou António Lobo Antunes, através de um espetáculo de Kátia Guerreiro e Vitorino. Realizaram-se ainda concertos dos Átoa, Rita Vian, Napa; Orquestra Sem Fronteiras, sob a direção de Martim Sousa Tavares, e GNR.

RVJ Editores em destaque

na Festa do Livro de Belém

 

Uma das editoras que marcou presença, de forma ativa no certame foi a albicastrense RVJ Editores. Uma editora independente, a mais antiga com sede em Castelo Branco, que além de apresentar um expositor com as suas principais obras, integrou a programação oficial da Festa do Livro de Belém.

“Esta é a verdadeira festa do livro dedicada à língua portuguesa. A RVJ enquanto editora independente, e no âmbito do seu 29.º aniversário, quis participar de forma muito ativa num evento de primeira linha, muito bem organizado pela Presidência da República, em parceria com a APEL, o qual possibilitou a que milhares de pessoas contactassem com as nossas edições e, ao mesmo tempo, pudessem visitar os Jardins da Presidência”, explica João Carrega, da RVJ.

A apresentação do livro “Naturia Oculta”, o diário ilustrado de Luísa Ferreira Nunes, foi um dos momentos altos da participação da RVJ Editores no evento. A sessão decorreu no Palco Cascata, com a presença da autora e de muitos amigos, num momento de grande aprendizagem para todos os presentes. Além do lançamento nacional desse livro, foram também efetuadas sessões de autógrafos com os autores Afonso Carrega (Codex XXV), Paulo Samuel (Autobiografia de Camillo Castelo Branco), João Carrega (Ensino Superior: Da interioridade à Europa das Universidades) e Florinda Baptista (Receitas das Avós; e Receitas dos Avês e Daqueles que Não o São).

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